Celebridades

Luka, do hit ‘Tô Nem Aí’, revela como venceu a depressão

Divulgação

Divulgação

No fim de 2003, a cantora Luka viu sua mudar de repente por conta do hit ‘Tô Nem Aí’, um fenômeno na época, gravado em parceria com Latino. Desde então, a cantora diz que nunca parou de trabalhar, embora o sucesso inicial não tenha se repetido.

“Na época eu era uma menina de 22 anos, agora sou uma mulher decidida de quase 40. To Nem Aí é marco! É uma música que ultrapassou gerações. Não sei se vocês sabem, mas Larissa Manoela regravou, então essa garotada, que nem era nascida quando a versão original estourou, agora está conhecendo a música também. É uma música de 15 anos atrás que atingiu também essa nova geração”, declarou Luka em conversa com a revista QUEM.

“No verão europeu de 2004, eu rodei a Europa toda. Fiz mais de 30 shows por lá. Só que em 2004 a gente não tinha nem Orkut ainda, então a divulgação era muito complicada. Eu fui para o mundo fazer show e para os brasileiros, eu fiquei como cantora de uma música só. Eu não tinha como divulgar que estava lá fora. Eu fui para Itália, Austria, Portugal, Japão, Estados Unidos, África. Fiquei um ano viajando. Eu fiz o mundo inteiro. Foi uma loucura”, conta.

O sucesso repentino também trouxe tristeza e questionamentos, que resultaram num período de depressão. “Tive depressão e superei. Foi um período meio rápido. Eu me questionei como pessoa. O meu crescimento precisou desse sofrimento. Agora estou em outra, a vida é uma só. E a coisa mais importante que eu aprendi foi que eu posso me reinventar sem perder minha essência, sem deixar de ser eu, não preciso apelar, nunca precisei. E a coisa mais incrível que eu descobri foi que a minha relação com a música pode passar pelo sucesso ou não, mas a minha relação é tão genuína, que a música está em mim”, revelou a cantora.

Por fim, ela diz que encontrou na música a sua válvula de escape. “O que me curou da depressão foi voltar a cantar nas escadas do meu prédio. Foi um processo muito legal. Eu me resgatei. Os vizinhos me viam lá cantando, abriam as portas e começavam a pedir músicas. Foi muito legal”, conclui.