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Festa Agosto da Cultura Popular celebra as manifestações artísticas de forma virtual pela primeira vez

Divulgação

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Tradicionalmente, no mês que evidencia a cultura popular, em 22 de agosto, com o Dia do Folclore, amantes das artes de Maceió se reúnem para festejar as manifestações de seu povo. Tem sido assim, presencialmente, desde 2009. A celebração, que naturalmente foi interrompida pela pandemia, resiste e é realizada, de forma virtual, pela primeira vez, em 2021.

O Agosto da Cultura Popular é uma grande festa, na qual a Praça Santa Teresa, no bairro da Ponta Grossa, se transforma num grande palco da cultura popular. A programação é extensa, com diversas atrações culturais. O evento conta sempre com o apoio da comunidade e dos grupos culturais da região da Zona Sul de Maceió.

A ação é colaborativa e acontece sempre no último final de semana de agosto. Durante a produção e organização, são realizadas reuniões abertas com representantes dos grupos. As atrações vêm, principalmente, dos bairros de Ponta Grossa e Vergel do Lago, localizados na Zona Sul de Maceió.

Segundo o produtor Christiano Barros, a festa surgiu em 2009 com o objetivo solidificar espaços de valorização, fomento e difusão da cultura popular. No ano seguinte, em 2010, a atividade ganhou força com o apoio de diversas entidades, entre elas: a Associação Folguedos Populares da Zona Sul de Maceió, o Coletivo AfroCaeté, o Quintal Cultural e o Cepa Quilombo. A Praça Santa Teresa foi escolhida para a celebração por ser um importante espaço de socialização da comunidade.

“O Agosto da Cultura Popular procura mostrar para um público mais amplo a importância das nossas manifestações artísticas ligadas à cultura popular. É da cultura popular que vem a nossa identidade cultural. Cultura popular não é algo do passado e sim uma realidade viva e dinâmica. Muitas pessoas, principalmente os jovens, têm a falsa ideia de que a tradição é tudo aquilo que é antigo, ultrapassado. Através de nossas ações, procuramos contribuir para a mudança dessa visão”, explicou o produtor Christiano Barros.

Há quase 40 anos trabalhando pelo fortalecimento de atividades culturais na Zona Sul de Maceió, Nonato Lopes é um dos fundadores e produtores do Agosto da Cultura Popular. Nonato também fundou e presidiu, a Escola de Samba Girassol (1983), a Associação dos Folguedos Populares da Zona Sul de Maceió (2004) e o Núcleo Cultura da Zona Sul de Maceió (2007).

“Esse é meu trabalho: fortalecer a cultura da minha região. Eu me sinto feliz e realizado em trabalhar pela cultura da minha comunidade. Essa edição do Agosto da Cultura Popular, realizada no Teatro Deodoro, foi maravilhosa. Os grupos participantes fizeram apresentações belíssimas. Estão todos de parabéns. Essa edição do Agosto da Cultura Popular possibilitou que muitos jovens da periferia entrassem no Teatro Deodoro pela primeira vez. Eles ficaram encantados com o teatro. Achavam que nunca iriam entrar no teatro, eu falei para eles que a cultura nos leva a lugares que a gente não imagina. Agradeço a todos os que participaram dessa edição do Agosto da Cultura Popular, agradeço pelo empenho. Foi ótimo!”, afirmou Nonato Lopes.

A versão online no palco centenário, que é patrimônio cultural de Alagoas, traz músicas e entrevistas com integrantes dos grupos em vídeos que serão publicados no fim do mês de agosto.

Compõem a programação os seguintes artistas e grupos: Edmilson Mendes, com participação de Zeza do Coco e Fagner Dübrown; Banda de Fanfarra Nonato Lopes; Abadá Capoeira; Boi Trovão; Boi Força Bruta; Boi Fênix; Violeiros repentistas Inácio Medeiros e Neildo Marcelino; Banda afro Axé Zumbi e Tequilla Bomb com participação do bumba-meu-boi.

Na produção executiva do evento, estão Nonato Lopes e Christiano Barros. Fazem parte também da produção: Claudeilson Souza, Viviane Rodrigues, Sirlene Gomes, David Ferreira, Robson Marques, entre outras pessoas. O trabalho para realização do registro audiovisual conta com a participação de vários profissionais de diversas áreas.

O projeto recebe o apoio da Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas (Diteal) e da Secretaria da Mulher e dos Direitos Humanos do Estado de Alagoas (Semudh).

“Dentro desse quadro atual de pandemia, tínhamos um enorme desafio pela frente, realizar o Agosto da Cultura Popular sem público presencial. Submetemos o projeto ao edital da Lei Aldir Blanc e fomos contemplados com o Prêmio Dinho Oliveira de Produção Cultural, da Secult/AL. E com o apoio do Teatro Deodoro, pudemos levar ao espaço sagrado da cultura alagoana as cores, o brilho, a força e a magia da nossa cultura popular”, concluiu Christiano Barros.