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Governo ainda estuda reajuste para militares

Guilherme Lima não deu esperanças de que sairá este ano.

Assessoria Assomal

Militares se reuniram com secretário de Gestão Pública

Nesta quarta-feira (24), os representantes da classe militar se reuniram com o secretário de Estado da Gestão Pública (Segesp), Guilherme Lima, para discutir mais uma vez a possibilidade de concessão de reajuste para a Tropa Militar. De acordo com o secretário da Segesp, o Governo do Estado de Alagoas ainda estuda a possibilidade do reajuste, porém não dá esperanças de que sairá este ano.

“Não adianta dá aumento e não ter dinheiro para pagar”, disse o secretário aos presidentes das associações militares. “Neste momento não existe possibilidade de conceder reajuste para os profissionais da segurança pública”, acrescentou.

Segundo o presidente da Associação dos Oficiais Militares de Alagoas (Assomal), major PM Wellington Fragoso, os policiais militares lutam há anos por este reajuste, e a categoria clama mais do que nunca pela melhoria salarial. “Se o policial não tiver uma injeção de anônimo vai ficar bem difícil dele trabalhar”, disse o oficial.

“Não vamos enganar a tropa, temos que usar da transparência, se não têm nenhuma proposta para 2010, temos que informar a classe que o Estado está impossibilitado”, salientou o presidente da Associação dos Sub-tenentes e Sargentos, sargento Teobaldo. Para o presidente da Associação de Cabos e Soldados, cabo Wagner Simas, a exclamação é igual: “Não vamos vender ilusão para ninguém”.

O secretário da Segesp informou que irá pedi autorização ao governador do Estado Teotonio Vilela Filho para fazer mais um estudo do impacto da folha para ver se é possível aumentar o salário dos servidores da segurança com base na Lei da Responsabilidade Fiscal (LRF). “Tenho que fazer um estudo do impacto da folha para saber o valor que podemos trabalhar dentro do possível, se a folha irá suportar o reajuste, mas somente para 2011 e 2012. Para 2010 é impossível!”, explicou Guilherme Lima.

Lima também acrescentou que só vai voltar a se reunir com as entidades da classe militar quando estiver com os números completos em mãos.

Paralisação geral

Os presidentes das associações militares informaram que no dia 3 de março, irá ocorrer um ato conjunto e paralisação geral dos servidores estaduais. Essa foi uma das propostas aprovadas por unanimidade na última assembleia dos profissionais da segurança pública que aconteceu no dia 9 de fevereiro.