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Cruzeiro empata com Estudiantes na primeira partida da final.

Raposa segurou os argentinos.

AFP

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No primeiro duelo da final da Copa Libertadores 2009, o Cruzeiro superou a desconfiança da gripe suína, conseguiu, em campo, segurar o Estudiantes, nesta quarta-feira. O resultado, 0 x 0 em La Plata, na Argentina. Agora, o time mineiro decidirá o título da competição no Mineirão, na próxima quarta-feira 15, na capital mineira.

Uma vitória por qualquer placar diante da torcida dá o título ao Cruzeiro. Se ocorrer novo empate no tempo normal, haverá prorrogação. Caso persista a igualdade, o título da Libertadores será decidido nas cobranças de pênalti. O Estudiantes será campeão se vencer os mineiros no Mineirão.

O Cruzeiro aposta no bom retrospecto em casa na Libertadores para ficar com o terceiro título da competição – foi campeão em 1976 e 1997. Em seis jogos nesta edição, obteve seis vitórias. A expectativa da diretoria é de grande público no Mineirão. O Estudiantes, que ganhou três vezes a competição (1968, 1969 e 1970), busca a quarta conquista.

Antes de decidir o título da Libertadores, prioridade do clube neste momento, o Cruzeiro terá o clássico com o rival Atlético-MG no próximo domingo, no Mineirão, pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro. O time celeste deverá usar um time misto, com a presença de reservas e até juniores.

Para chegar à final, o Cruzeiro eliminou dois adversários brasileiros – o São Paulo nas quartas-de-final e o Grêmio nas semifinais. O Estudiantes despachou o Nacional, do Uruguai, nas semifinais. O duelo entre mineiros e argentinos começou com uma polêmica em torno da gripe suína.

O Cruzeiro manifestou-se contra jogar na Argentina, que de acordo com boletim da Organização Mundial da Saúde, divulgado na segunda-feira 6, liderava as estatísticas de novos casos (898) da gripe suína. A diretoria celeste recorreu à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e ao governo brasileiro para tentar impedir o jogo, mas a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) confirmou a partida para La Plata.

O presidente celeste, Zezé Perrella, chegou a propor que a final da competição fosse disputada num país neutro, como o Paraguai. A proposta, no entanto, foi descartada pela Conmebol. Sem alternativa, o clube mineiro armou um esquema em que os jogadores ficaram confinados em Buenos Aires, sem sair do hotel.

A delegação celeste só deixou o hotel para se dirigir, por volta de três horas antes da partida, a La Plata. O Cruzeiro procurou evitar outro atraso, como ocorreu no duelo com o Estudiantes ainda na fase de grupos. O time mineiro teve problemas no trajeto para o estádio e atrasou a chegada em 40 minutos. Sem tempo para aquecer, foi goleado pelos argentinos por 4 a 0.

Dessa vez, a chegada tranquila ao estádio permitiu que os atletas fizessem o aquecimento completo. Quando a bola rolou em La Plata, o Estudiantes assumiu o comando da partida e, empurrado pela torcida, partiu para cima do Cruzeiro. No entanto, a equipe mineira conseguiu segurar os argentinos e chegou a equilibrar o jogo, em certos momentos.

No segundo tempo, a partida ficou mais quente na noite fria de La Plata. O Estudiantes teve duas chances logo no início para abrir o placar, mas Fábio fez duas defesas importantes e evitou o gol dos argentinos. O time mineiro marcava em cima e tentava sair nos contra-ataques.

Os ânimos ficaram mais acirrados entre os atletas. Num lance de bola aérea, Ramires subiu de braço aberto e acertou o rosto de Verón, que precisou sair de campo para conter o sangramento. Em seguida o zagueiro Schiavi acertou um soco, sem bola, em Wellington Paulista.

Na reta final da partida, o Cruzeiro passou a dominar a partida e criou várias chances para abrir o placar. Na melhor delas, Kléber perdeu debaixo do gol, aos 34min, depois de pegar um rebote do goleiro argentino. Mas o placar não saiu do zero.

ESTUDIANTES 0 x 0 CRUZEIRO

ESTUDIANTES
Andújar; Christian Cellay, Schiavi, Desábato e German Ré; Braña, Pérez, Verón e Benítez (Nuñez); Fernández (Salgueiro) e Boselli
Técnico: Alejandro Sabella

CRUZEIRO
Fábio; Jonathan, Leonardo Silva, Anderson e Gérson Magrão (Fabinho); Henrique, Marquinhos Paraná, Ramires e Wagner; Wellington Paulista e Kléber
Técnico: Adilson Batista

Data: 8/7/2009 (quarta-feira)
Local: Estádio Ciudad de La Plata, em La Plata (ARG)
Árbitro: Jorge Larrionda (URU)
Auxiliares: Pablo Fandiño (URU) e Mauricio Espinosa (URU)
Cartões amarelos: Schiavi, Benítez, Desábato (Estudiantes); Wagner, Kléber, Gérson Magrão, Wellington Paulsita (Cruzeiro)