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Lifal assinará convênios com o Ministério da Saúde para a venda de medicamentos

Os novos investimentos facilitaram ainda a volta de convênios para a venda de medicamentos ao governo federal, governo do Estado e municípios. Na sexta-feira, 5, serão assinados três convênios com o Ministério da Saúde, em Brasília, para a venda de anti-hipertensivos e anti-retrovirais.

O Laboratório Industrial Farmacêutico de Alagoas (Lifal) está em nova fase. A mudança atingiu todos os setores, com o pagamento dos salários atrasados, FGTS e INSS dos funcionários, e do reestudo da dívida junto à Receita Federal, obtendo a Certidão Negativa de Débito.

Os novos investimentos facilitaram ainda a volta de convênios para a venda de medicamentos ao governo federal, governo do Estado e municípios. Na sexta-feira, 5, serão assinados três convênios com o Ministério da Saúde, em Brasília, para a venda de anti-hipertensivos e anti-retrovirais.

Um novo convênio será firmado com a Secretaria Executiva da Saúde para suprir as demandas da rede pública de Alagoas e ainda estará sendo retomada a agenda com os municípios. Também estão sendo feitos contatos com São Paulo e com a cidade de Macaé, no Rio de Janeiro, para a venda de medicamentos.

O laboratório está sendo privilegiado na produção de alguns medicamentos, a exemplo do Tacrolimus. Apenas o Lifal recebeu o registro da Anvisa para a produção do imunossupressor, usado para a não-rejeição de transplantes. A margem de lucro atual do órgão chega a 11% e os recursos são utilizados para o pagamento de pessoal, compra e manutenção dos equipamentos.

A nova direção do Lifal é responsável pelas mudanças na sua estrutura funcional, segundo o secretário coordenador da Célula de Desenvolvimento Econômico, Arnóbio Cavalcanti. “O laboratório estava há mais de dois anos inadimplente e só vendia alguns medicamentos para o governo do Estado. Com os ajustes de finanças conseguimos negociar alguns débitos federais. Também temos acompanhado e motivado a equipe”, afirmou o secretário.

De acordo com o diretor-presidente do órgão, Marco Antônio Omena, essa nova fase permitiu que voltássemos a trabalhar de forma intensiva com o Ministério da Saúde. “Há indicativo de que o ministério coloque o Lifal como uma espécie de centro de abastecimento emergencial, suprimindo as necessidades dos laboratórios da rede oficial. Em menos de 60 dias apenas, como laboratório oficial, atendeu o País no suprimento do coquetel anti-Aids, produzindo 12 milhões de unidades”.

O Lifal produz atualmente analgésicos, antianêmicos, antibióticos, anticonvulsivos, anti-hipertensivos, antiparasitários, antipsicótico, anti-retrovirais, broncodilatadores, diuréticos e imunossupressores.