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Lula libera R$ 500 milhões para terminar a greve dos professores universitários

O governo federal decidiu liberar R$ 500 milhões para a concessão de reajustes aos professores universitários a partir de janeiro de 2006, segundo nota divulgada pelo Ministério da Educação na noite de ontem. Parte dos docentes está em greve por aumento de salários desde o dia 30.

O governo federal decidiu liberar R$ 500 milhões para a concessão de reajustes aos professores universitários a partir de janeiro de 2006, segundo nota divulgada pelo Ministério da Educação na noite de ontem. Parte dos docentes está em greve por aumento de salários desde o dia 30.

Até o último fim de semana, segundo dados da Andes (Associação Nacional de Docentes das Instituições de Ensino Superior), 32 das 52 universidades federais estavam paralisadas. Para o governo, o movimento atingia 26 instituições, muitas parcialmente. Não há estimativas do número de estudantes prejudicados pela suspensão das aulas.

Paulo Riso, primeiro vice-presidente do Andes, que teve reunião com técnicos do MEC pela manhã, afirmou, no entanto, desconhecer a proposta. Segundo ele, ainda é preciso saber como os recursos serão aplicados.

Segundo a nota do ministério, a liberação de recursos extras foi decidida à tarde, durante reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e Jairo Jorge (interino na Educação). "Acredito que, com essa proposta, a greve deve ser equacionada antes do Dia dos Professores [próximo sábado]", avalia Jorge na nota.

Menos otimista, Rizzo disse que, apesar de não conhecer a proposta do governo, os professores estão reivindicado reajuste ainda neste ano, e não em 2006. Para ele, os recursos extras divulgados ontem não devem acabar com a paralisação.

Os professores das instituições federais realizarão assembléias em seus Estados entre amanhã e a próxima terça-feira, quando haverá nova reunião dos grevistas com o Ministério da Educação.

"O novo índice de aumento salarial dos docentes ainda não foi definido, mas deverá ser apresentado ainda nesta semana, após reunião entre os ministérios da Educação e do Planejamento", relata a nota do MEC.

A proposta anterior do governo previa reajuste médio entre 9% e 11%, o que representaria gasto extra de R$ 395 milhões.

Os docentes querem reajuste de 18% para repor perdas inflacionárias dos últimos dois anos. Também reivindicam a incorporação da gratificação de estímulo à docência e o retorno do pagamento de adicional por tempo de serviço, chamado anuênio (1% ao ano), entre outras questões.

A proposta inicial do governo previa ainda a criação da classe do professor associado. Hoje existem quatro classes de professor universitário: auxiliar, assistente, adjunto e titular.