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Júri de acusado de matar pedreiro é adiado; Luiz Pedro seria mandante

Luiz Pedro recorreu da pronúncia do crime ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Plínio Nicácio/Tribuna Independente/Cortesia

Funcionários do vereador eleito Luiz Pedro vão a julgamento por assassinato

O julgamento de Rogério Menezes Vasconcelos, acusado de ser um dos autores materiais do assassinato do pedreiro Carlos Roberto Rocha Santos, foi adiado e deve voltar à vara de origem.

O júri ocorreria na manhã desta sexta-feira, dia 21, durante a Semana do Tribunal do Júri, mas foi adiado por falta de citação do réu. A justiça alagoana não teria localizado o réu para notificá-lo da obrigação de comparecer ao julgamento. Apesar do não comparecimento, Rogério Vasconcelos foi representado pelo seu advogado Raimundo Palmeira.

O crime ganhou repercussão em Alagoas graças à luta incansável do pai de Carlos Roberto, o servidor público Sebastião Pereira dos Santos, que há anos luta para saber o que aconteceu no dia do crime e encontrar os restos mortais do seu filho. O Tribunal de Justiça de Alagoas pronunciou o ex-vereador Luiz Pedro da Silva como autor intelectual do crime.

Carlos Roberto foi sequestrado da própria residência, no bairro do Clima Bom, na madrugada do dia 12 de agosto de 2004, foi assassinado com vários tiros e seu corpo desapareceu do Instituto Médico Legal Estácio de Lima. Em sua peregrinação, o pai de Carlos Roberto conseguiu autorização para várias exumações, mas nunca localizou o corpo do filho.

Segundo o processo que tramita na 8ª Vara Criminal, Carlos Roberto foi sequestrado por Adézio Rodrigues Nogueira, Láercio Pereira de Barros, Naélson Osmar Vasconcelos de Lima, Leoni Lima, acusados de integrar um bando armado comandado pelo então vereador Luiz Pedro, que intimidava a população dos conjuntos das áreas comandadas por ele. Luiz Pedro recorreu da pronúncia do crime ao Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com Raimundo Palmeira, seu cliente Rogério Vasconcelos não possui qualquer envolvimento com o crime. Segundo o defensor, na época do assassinato do Carlos Roberto, Rogério e Luiz Pedro teriam rompido relações, inclusive com uma discussão pública.

A expectativa do advogado Raimundo Palmeira é de que o julgamento ocorra no segundo semestre desse ano.