Assassino de Jaciara é condenado a mais de 17 anos; MP irá pedir 30

Ascom MPE

Réu foi abraçado pelo pai ao final do júri

 

Terminou na noite desta quinta-feira (14) o julgamento do empresário Alberdan de Souza Ferreira, que matou a ex-mulher, Jaciara Ferreira dos Santos, conhecida como Jaciara Nicácio. O júri transcorreu durante todo o dia de ontem e mobilizou a cidade de Coruripe, onde ocorreu o crime e onde todos os envolvidos residiam.

No laudo cadavérico consta que Jaciara foi morta vítima de esgorjamento que resultou em traumatismo raquimedular, ou seja, com o impacto algumas vértebras foram quebradas.

Alberdan de Souza Ferreira, que está preso desde 6 de abril de 2017, se mostrou tranquilo e a todo momento tentou desqualificar a vítima, de quem estava separado. O corpo de jurados condenou o réu pelos crimes de homicídio doloso triplamente qualificado, descartando o motivo fútil. A sentença foi de 17 anos e dez meses de prisão em regime fechado.

Os promotores Hylza Paiva e José Antonio Malta Marques informaram que irão recorrer da sentença, uma vez que o Ministério Público pleiteava a pena máxima, de 30 anos, considerando a crueldade do crime.

“A ousadia do réu reforça a visão do Ministério Público a respeito da sua estupidez e a crueldade com a qual Jaciara foi morta. Estivemos aqui, não somente defendendo Jaciara, mas todas as mulheres honradas de Coruripe e de Alagoas. Jaciara foi morta a primeira vez com o ‘mata leão’, a segunda com o esgorjamento e hoje tentaram matá-la pela terceira vez, mas o Ministério Público não deixou que isso ocorresse e o conselho de sentença fez justiça”, afirma o promotor.

A tia de Jaciara, Eliane Nicácio, apesar da condenação, disse que não tinha como esboçar alegria. “Esperamos o tempo todo por esse dia, a mãe de Jaciara está transtornada, vive assustada e sofrendo com essa dor. A filhinha dela com ele soube ontem que o pai matou a mãe, assistindo televisão. A menina ficou em pânico e correu gritando. O crime foi monstruoso, cruel demais, e com essa pena sinto Jaciara injustiçada”.

 

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