Comunidade universitária realiza assembleia unificada para debater bloqueio de verbas

Estudantes, professores e servidores da Ufal se reuniram na tarde desta quinta-feira, 09, para definir agenda de protestos

Reprodução /Ufal

Assembleia unificada na Ufal

Após o anúncio do Governo Federal sobre o bloqueio orçamentário de quase R$ 40 milhões da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), estudantes, professores e servidores do Campus A.C. Simões, em Maceió, se reuniram em assembleia unificada, no hall da reitoria, para debate e definição de uma agenda de atos em protestos à medida.

Com o apoio das entidades colegiadas representantes das três classes, Diretório Central dos Estudantes (DCE), Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal) e Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de Alagoas (Sintufal), centenas de pessoas discutiram atividades que devem ser colocadas em prática a partir da próxima semana.

Ao Alagoas24Horas, o representante do Sintufal, Moisés Ferreira, falou sobre a decisão do governo federal: “Desde o ano passado as universidades públicas vêm sofrendo com decisões tomadas pelos nossos governantes. Começou pela medida anunciada ainda no governo Temer, que cortou o orçamento da Ufal em 30% e agora, este contingenciamento de verbas que castra nossa autonomia e atinge diretamente os serviços terceirizados impedindo um funcionamento de qualidade”, explicou.

O sindicalista disse também como funcionará a agenda. “Na reunião de hoje ficou definido que nas próximas segunda e terça-feira [13 e 14 de maio] atos descentralizados serão realizados em todos os campi e na quarta-feira [15 de maio] integraremos uma mobilização nacional que terá concentração, aqui em Maceió, na frente do Cepa, no Farol, quando iremos em caminhada até o Centro, junto com todas as entidades que desejam uma Universidade Pública, gratuita e de qualidade”, concluiu.

No início de maio, a Gestão da Ufal se manifestou através de nota a respeito da decisão. Confira na íntegra:

Nota acerca do corte orçamentário imposto à Universidade Federal de Alagoas

A Universidade Federal de Alagoas informa que o Governo Federal efetuou o bloqueio orçamentário de R$ 39.576.608,00 (trinta e nove milhões, quinhentos e setenta e oito mil, seiscentos e oito reais) dos recursos de custeio e capital.

Foram efetivados bloqueios nas ações orçamentárias de funcionamento da Universidade, capacitação de servidores, recursos consignados ao Hospital veterinário da UFAL e funcionamento da Escola Técnica de Artes. Foram também bloqueadas as emendas parlamentares consignadas à UFAL pela bancada alagoana. Apenas as ações de assistência estudantil não foram afetadas pelo corte.

Esse valor representa 36,6% do orçamento de custeio e capital da UFAL que são os recursos utilizados para pagamento das despesas contratuais, água, energia elétrica, bolsas, aquisições de livros carteiras escolares, equipamentos de laboratório, etc. Foram bloqueados 30% do orçamento de custeio e 80,3% do orçamento de capital

Se excluirmos da análise as ações de assistência estudantil, cujas despesas são restritas à assistência dos alunos em vulnerabilidade social (custeio dos alimentos do Restaurante Universitário, pagamento de bolsas), o corte representa 46,9% do orçamento da UFAL.

Antes do anúncio deste corte, a UFAL já trabalhava com orçamento aquém das necessidades que uma Universidade que consolida sua expansão, que faz pesquisa de ponta e que se expande para além de sus muros através das atividades de extensão. Neste novo cenário, a situação exige que medidas sejam adotadas para garantir o mínimo funcionamento da Universidade.

A UFAL informa que emitirá nota técnica para detalhar a situação apresentada, divulgará medidas de contenção de despesas e pautará na próxima sessão ordinária do Conselho Universitário (dia 07/05) um debate amplo sobre a situação em que a UFAL e as demais Universidades públicas se encontram.

A Gestão da UFAL reafirma seu compromisso com a defesa intransigente da recomposição do orçamento da Universidade, que é um patrimônio da sociedade alagoana, ao mesmo tempo em que considera que um país que não investe em educação está fadado aos retrocessos sociais e econômicos.

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