Professores do Ifal reagem à acusação de ministro da Educação e apontam perseguição

Os professores Wanderlan Santos Porto e Elaine Lima, ambos do Instituto Federal de Alagoas, campus Maceió, participaram de uma plenária unificada em defesa do Ifal quarta (29), na sede do Instituto, atendendo convite dos alunos. O vídeo da plenária foi postado na internet nesta quinta (30), o ministro da Educação, Abraham Weintraub, usou as redes sociais para solicitar o nome do professor.

Weintraub publicou a seguinte mensagem: “Inacreditável a forma de comunicação. Peço que envie à ouvidoria MEC (está no vídeo) com o nome deste elemento. O MEC mudou!”

Mestre e doutor em Filosofia, pesquisador, membro do Conselho do Campus Ifal Maceió, supervisor do Pibid, entre outras atribuições, Wanderlan afirma que atendeu ao convite dos alunos para participar de uma plenária e discutir o momento atual. Segundo ele, a plenária já se encaminhava para o final quando decidiu fazer uma fala. “Contei um pouco aos alunos da história e o medo pessoal de que as portas do Ifal fechem”, comentou.

O anúncio feito pelo Governo Federal aponta para um contingenciamento sério das universidades públicas e Institutos Federais. “Embebido pela emoção de que uma das maiores instituições públicas do nosso estado, que tem presença em todas as regiões, possa fechar as portas clamei aos alunos e alunas que se mobilizem e que façam algo para que essas portas não se fechem. Para além disso, faço uma narrativa da minha história de vida tendo em conta que sou filho de pais que estudaram na Escola Técnica de Sergipe, fui aluno de lá, sou professor da rede federal, desde 2010, e no Ifal, desde 2013”, afirmou Wanderlan.

O professor reconhece que pediu a cada aluno que se encha de vontade para que o Ifal não feche e também para que a Reforma da Previdência não possa tirar o direito de que o trabalhador possa repousar. “Hoje pela manhã fui acordado com diversos ataques. Um perfil anuncia comentando o vídeo que eu sou um criminoso. O ministro da Educação refere-se ao vídeo e, portanto, a mim como elemento. A seara criminal, que era algo que nunca frequentei, chegou até mim na forma de acusações. A minha fala foi no momento de intervalo, numa plenária dos alunos. Eu não deixei de dar aula anterior, nem a subsequente, mas fui atacado todo o dia”.

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