Caso jornalista Márcia Rodrigues: perícia encontra pólvora nas mãos da vítima

Alagoas24h/ArquivoMorte ocorreu em condomínio no Litoral Norte

Morte ocorreu em condomínio no Litoral Norte

A Perícia Oficial do Estado de Alagoas recebeu na manhã de hoje, 19, o resultado final do exame residuográfico nas amostras recolhidas pelo perito criminal Jeiely Ferreira no caso do suicídio da jornalista Márcia Rodrigues Farias. O exame tinha por objetivo determinar a existência de resíduos de disparo de arma de fogo, através da busca e análise de resíduos inorgânicos e metálicos oriundos da mistura iniciadora, do projetil e da arma.

No exame realizado no Instituto Nacional de Criminalística em Brasília foi identificada uma elevada quantidade de resíduos característicos e indicativos de disparo de arma de fogo na vítima fatal. O laudo aponta centenas de resíduos, tanto na mão esquerda, como na mão direita da jornalista Márcia Rodrigues, confirmando a tese de suicídio.

Já nas amostras coletadas pelo perito no pai da vítima, o delegado aposentado Milton Omena Farias, o resultado deu negativo. O laudo completo com todas as informações foi encaminhado para a Delegacia de Homicídios da Capital, responsável pela investigação do caso.

A morte da jornalista Márcia Rodrigues, ocorreu no dia 14 de agosto do ano passado, e inicialmente a investigação seguia duas linhas: suicídio ou homicídio. Mas, o laudo técnico pericial de local de crime apresentado pelo perito Jeiely comprovou a tese de que Márcia teria atirado contra si mesma.

O Perito Geral Manoel Melo, explicou que o bom senso e o extremo zelo com que a Perícia Oficial tem com seus trabalhos, impôs a necessidade desses exames complementares. Mas, que o perito criminal Jeiely Ferreira tinha plena convicção do resultado alcançado por meio de métodos científicos. Ele agradeceu imensamente a colaboração da perícia da Polícia Federal para com o Estado de Alagoas.

“O resultado do exame residuográfico é corolário de uma teoria da boa doutrina criminalística que diz que, só pode existir uma verdade material para os fenômenos naturais. Não se importa o método que se utilize para alcança-lo”, afirmou o perito geral.

De acordo com o Chefe Especial do Instituto de Criminalística de Alagoas, perito criminal José Cavalcante, o órgão abriu processo para aquisição de um equipamento para a realização desse tipo de exame. O Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV) será adquirido com recursos próprios do Fundo Estadual de Segurança Pública.

“O processo de licitação para aquisição está em andamento. Até o primeiro semestre de 2018 a perícia de Alagoas estará realizando este tipo de análise. Com o equipamento próprio o resultado do exame residuográfico sairá em até 24 horas”, afirmou Cavalcante.

Fonte: Aarão José/Poal

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