Santa Casa de Maceió adotará nome social para atender comunidade LGBT

Grupo acredita que iniciativa da instituição servirá de referência para outros hospitais do País

Ascom Santa Casa

Encontro reuniu membros e ativistas da comunidade LGBT, Secretaria de Estado da Saúde e o Conselho de Ética Hospitalar da Santa Casa de Maceió

 

Representantes da Secretaria de Estado da Saúde e da comunidade LGBT+ foram recebidos esta semana pelo Comitê de Ética Hospitalar da Santa Casa de Maceió. Em pauta a adoção do nome social de travestis e transgêneros e o acolhimento dos pacientes no hospital.

No encontro, o grupo fez questão de parabenizar a instituição pelo diálogo e pelo interesse em atender às demandas apresentadas.

“A direção da Santa Casa de Maceió mostrou-se empenhada em atender nossas solicitações, em conversar conosco e em como acolher os pacientes LGBT”, comentou o presidente do Grupo Gay de Maceió, Messias Mendonça, presente na reunião.

O assessor técnico Robert Lincoln, da Gerência de Atenção Primária da Secretaria de Estado da Saúde, antecipou que a instituição pode se tornar referência na assistência à saúde da comunidade LGBT+ e até mesmo inspirar outros hospitais alagoanos e no Brasil.

Participaram da reunião, o diretor médico do hospital Artur Gomes Neto, o cardiologista Sidney Pinto (membro do Conselho Regional de Medicina de Alagoas), a advogada Carolina Suruagy (assessoria jurídica), o superintendente Carlos André (Engenharia e Infraestrutura), e as gerentes Alayde Rivera (Ensino e Pesquisa) e Tereza Tenório (Risco e Assistência Hospitalar).

Nome social
No encontro, a instituição definiu que irá adaptar o sistema informatizado do hospital para cadastrar o nome social de pacientes que expressarem essa intenção.

Também presente na reunião, a ativista Rosemary de Oliveira relata que a maioria das instituições ainda ignoram o nome social, seja no cadastro, seja no atendimento diário pelas equipes.

Assim que for implementado pela equipe da Tecnologia da Informação, os pacientes que assim desejarem poderão informar o nome social junto com o nome civil.

Na área de Assistência Hospitalar, a instituição se comprometeu a orientar suas equipes, por meio da Política de Identificação de Pacientes e treinamentos, para que os profissionais passem a atender os pacientes também pelo nome social.

“É um processo de educação continuada que estamos implementando”, considerou a gerente Tereza Tenório, que contará também com o apoio da Divisão de Ensino e Pesquisa.

A própria gerente Alayde Rivera, responsável pela área de Ensino e Pesquisa, informou que buscará disseminar a importância do nome social em ações de educação continuada junto aos profissionais de todas as áreas do hospital.

Neste sentido, o tema também será incluído nos encontros mensais de integração, que dão as boas-vindas aos novos colaboradores, médicos residentes, estagiários e estudantes.

Diálogo aberto
A reunião desta semana foi a primeira de uma série de encontros que ocorrerão ao longo do ano para debater essas e outras demandas.

Conforme frisou o engenheiro Carlos André, são questões que exigem estudos, discussões e planejamento, cujo principal objetivo é prover o acolhimento da comunidade LGBT+.

Fonte: Ascom Santa Casa

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