Braskem anuncia paralisação de atividades em Alagoas

Ascom CPRM

A Braskem enviou uma nota à imprensa, na tarde desta quinta-feira, informando que deverá paralisar as atividades de extração de sal e as fábricas de cloro-soda e dicloretano, localizadas no bairro do Pontal da Barra, em Maceió. A medida está sendo adotada pela mineradora após o resultado do relatório que aponta a Braskem como responsável pelo afundamento de solo nos bairros de Bebedouro, Mutange e Pinheiro. (Confira nota abaixo).

Na ocasião da apresentação do relatório, o assessor da Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial do Serviço Geológico do Brasil, Thales Sampaio, explicou que a mineração realizada pela Braskem reativou falhas geológicas já existentes na região atingida. O geólogo explicou também que essas estruturas existem e estão quietas, no entanto, quando há mineração, há uma interferência causando desestabilização e reativação da subsidência.

O anúncio da paralisação das atividades da Braskem em Alagoas, preocupa o Sindicato Unificado dos Trabalhadores Petroleiros, Petroquímicos, Químicos e Plásticos nos Estados de Alagoas e Sergipe (Sindipetro-AL/SE). Isso porque atualmente, a empresa emprega mais de dois mil trabalhadores. Uma reunião está marcada para a próxima semana com um representante da mineradora para discutir a demissão em massa desses profissionais, entre efetivos e terceirizados.

“A Braskem iniciou o processo de paralisação da atividade de extração de sal e da consequente paralisação das fábricas de cloro-soda e dicloretano localizadas no bairro do Pontal da Barra em Maceió/AL. Além disso, a Companhia está avaliando os impactos na planta de PVC em Marechal Deodoro/AL e nas suas plantas do Polo de Camaçari/BA, uma vez que estão integradas na cadeia produtiva. A empresa usará todos os padrões de segurança aplicáveis para esse processo.

Essa medida ocorre em função dos desdobramentos decorrentes da divulgação do Relatório n.1 pelo Serviço Geológico do Brasil – CPRM, que discorre sobre as causas dos eventos geológicos que afetaram o bairro do Pinheiro. A Companhia analisará os resultados apresentados bem como as medidas cabíveis a respeito do assunto. A Braskem vem colaborando com as autoridades na identificação das causas dos eventos com apoio de especialistas independentes. Tendo em vista o compromisso com a segurança das pessoas, a Braskem reafirma que continuará implementando as ações emergenciais na região e avaliará junto aos órgãos competentes a implementação de medidas adicionais.”

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2 Comentários

  • Isanildo says:

    É triste, é lamentável a situação do
    Pinheiro, mas, alguém já imaginou o
    quanto vai perder de Imposto o nosso Estado se a BRASKEM parar a sua atividade, quantos Pais de famílias vão
    ficar sem emprego.

  • ROBERTO THEODOSIO BRANDÃO says:

    LAMENTO PARA FALTA DE FISCALIZAÇÃO DURANTE 49 ANOS E PELO DESCASO ATUAL DA INSTITUTO DO MEIO AMBIENTE NOS DIAS ATUAIS MOTIVO DE RECLAMAÇÃO DO MPF.
    A QUEDA NOS IMPOSTOS VAI SER MUITO GRANDE E O DESEMPREGO TAMBÉM.
    COMO VAI FICAR A CADEIA PRODUTIVA DO POLO DE MARECHAL DEODORO E DO POLO INDUSTRIAL DE CAMAÇARÍ – BAHIA?
    A FOLHA DE PAGAMENTO DO ESTADO DE ALAGOAS SERÁ HONRADA? É BOM IR SE PPREPARANDO PARA DIAS DIFÍCEIS PARA ALAGOAS.

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