Everton marca, Grêmio sai na frente, mas sofre empate do Bahia

Felipe Oliveira / EC Bahia

No jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, Grêmio e Bahia fizeram um interessante embate que não teve vencedor. Diante de pouco menos de 29 mil pessoas na Arena do Grêmio, as equipes empataram por 1 a 1. A definição de quem avança às semifinais acontece na próxima quarta, na Fonte Nova. Caso haja novo empate, a disputa irá para os pênaltis.

Delineado e estudado

O Grêmio tinha a posse de bola que lhe é habitual, porém, além de não encontrar espaço suficiente para infiltrar com qualidade de finalizações perigosas, não atuava diante de um time que queria apenas afastar o perigo de sua área, mas também armar jogadas em velocidade que pegariam as linhas dos anfitriões altas e longe do gol de Paulo Victor. Por sua vez, se antes dos 10 minutos o Bahia encontrava campo para sua válvula de escape pela direita com Artur, depois desse momento o time de Roger Machado se viu melhor cercado pela marcação gremista.

Estocada pontual, mas perigosa

Em meio à pressão que os anfitriões faziam na saída de bola, com nova escapada conseguida pelo Esquadrão Élber foi para o meio e Eric Ramires, batendo forte de pé esquerdo, viu seu chute insinuante passar perto da trave gremista.

Gol amadurecendo…

Além dos chutes de fora da área, especialmente com Everton, serem uma alternativa para o Grêmio na dificuldade de furar a defensiva adversária, quem também conseguiu ser perigoso era Jean Pyerre. O jogador chutou bola de primeira que estalou a trave esquerda de Douglas Friedrich. André teve outra chance, após cabeçada em bola ajeitada por Alisson provocar uma excelente intervenção do goleiro do Esquadrão.

Já no fim

Quando parecia que o intervalo seria sem gols, Everton foi derrubado por Douglas dentro da área e o árbitro Marcelo de Lima Henrique foi taxativo marcando a penalidade. Na bola, o campeão da Copa América com a Seleção Brasileira foi preciso e bateu no canto direito do goleiro, balançando as redes e vendo o arqueiro do Bahia cair no lado oposto.

Volta perfeita

Logo aos quatro minutos da segunda etapa, em cobrança de escanteio de Artur, a bola foi desviada na primeira trave pelo lateral-esquerdo Moisés, a marcação do time da casa não conseguiu fazer o corte rápido e Gilberto, aparecendo atrás de todo mundo, tocou de cabeça para a rede. Mal o jogo havia voltado e o Bahia conseguia a igualdade.

Velocidade máxima

Voltando ao panorama de enfrentar uma linha defensiva mais fechada, Renato Portaluppi optou pelas entradas de Luan e Pepê nas vagas de Alisson e Jean Pyerre. Apesar de intensas vaias da Arena para a alteração onde o camisa 21, a posse de bola e insinuação do time gaúcho evoluiram com direito a maior variação de jogadas pelos lados e também chutes de fora da área como dados por Everton e por Luan que levaram perigo a meta de Douglas.

Escapou e assustou

Mais inspirado do que seu companheiro de velocidade no ataque, Élber, Artur saía com velocidade constantemente tentando explorar as costas de Cortez e, quando conseguiu o domínio para fazer a jogada do ‘um contra um’, cortou para a perna esquerda e bateu em diagonal para forçar Paulo Victor a uma maravilhosa e decisiva intervenção.

Mudança de cenário

Quando parecia que o fim de jogo se daria em um ritmo de pressão alta do Grêmio com o Bahia só podendo se defender, um elemento que trouxe equilíbrio a partida foi a contusão do centroavante Felipe Vizeu em falta cometida por Lucas Fonseca.

Sem poder voltar ao gramado, sequer conseguindo encostar a perna no chão, e com Renato já tendo feito as três mudanças, o time gremista teve de terminar o jogo com um a menos e ainda ver Artur perder gol em contra-ataque que poderia selar a vitória do Esquadrão.

Fonte: Terra

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