Editora alagoana aposta no crescimento do setor

Embora o volume de títulos comercializados pelas livrarias alagoanas ainda esteja longe do ideal sonhado por escritores, o crescimento no número de publicações anima os editores locais.

Em Maceió, a Edições Catavento, responsável pela publicação de mais de 300 obras regionais, contabilizou mais de 200 mil livros lançados nos últimos oito anos.

“Pode parecer uma quantidade pequena para as grandes editoras, mas para nossa realidade, representa um crescimento significativo”, compara Lucas Almeida, diretor executivo da Catavento.

Na avaliação do jovem editor, o primeiro semestre de 2005 foi extremamente positivo para o setor em Alagoas. Com uma média de cinco livros lançados por mês, a Edições Catavento ultrapassou a fase de namoro e hoje vive um compromisso sério com os escritores alagoanos.

Segundo Lucas Almeida, desde a entrada da editora no mercado, Alagoas tem experimentado um crescimento gradativo do número de publicações. “Autores que tinham livros engavetados viram suas obras parar nas prateleiras”, diz.

Infantil

A editora que surgiu do projeto de voltar-se para o público infantil, acabou percebendo que era preciso ampliar o leque de opções. “Hoje lançamos um livro infantil a cada trimestre, quando o ideal seria um livro por mês”, compara Almeida. “O nosso mercado é bastante oscilatório, com períodos de aquecimento no volume de títulos publicados e outros com menos lançamentos”, exemplifica.

Seguindo o caminho inverso da lógica comercial, gêneros como a poesia, que culturalmente ficam de fora da lista dos mais vendidos, estão entre os títulos publicados com maior regularidade pela Catavento.

“Apesar de estar entre os menos vendidos, os livros de poesias cresceram entre nossas publicações”, diz o diretor executivo.

Na relação de poetas alagoanos em fase de lua de mel com o mercado, Almeida cita o autor Maurício de Macedo, que a cada trimestre ou semestre, lança um novo livro pela editora.

Guerra de mercado

Na disputa por espaço no mercado literário, escritores regionais ou estreantes, quase sempre são esmagados pelas estratégias de marketing das editoras comerciais. As grandes editoras, que lançam campanhas de divulgação para dar visibilidade a seus títulos, investem com base numa visão de mercado. “Por isso, fazem de tudo para recuperar o volume de recursos investidos em seus autores”, observa Almeida.

Com base nesta relação comercial, autores e editoras firmam laços comerciais. “A editora avalia o produto que a interessa e se o livro é vendável. Todos os direitos autorais e lucros são repartidos, ficando geralmente a editora com 90% e o autor com 10%”, conta Almeida.

Por ser uma editora prestadora de serviços, a Catavento atua na edição de livros de modo diferenciado. O autor paga pela publicação, mas a editora fica responsável por todas as etapas desde avaliação de originais, diagramação, editoração de capa e miolo até o acabamento gráfico. “Tudo o que for arrecadado com a venda dos livros, incluindo direitos autorais, é exclusivamente do autor”, frisa Lucas Almeida.

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