Mortos em tumulto no Iraque podem chegar a mil

Autoridades iraquianas estimam em mil o total de mortos no tumulto causado pelos rumores de um homem-bomba em uma ponte de Bagdá hoje. Os números oficiais contam 870 mortos até o momento e mais de 300 feridos.

A maioria das vítimas é formada por mulheres e crianças muçulmanas xiitas que seguiam para uma cerimônia religiosa em reverência a uma importante figura dessa linha religiosa.

Esta é a catástrofe mais grave ocorrida no Iraque nas últimas décadas, e o segundo tumulto mais sangrento ocorrido em uma peregrinação no mundo nos últimos 30 anos.

O ministro do Interior iraquiano, Bayan Jabor, culpou os insurgentes pelo tumulto, dizendo que um terrorista espalhou um rumor entre a multidão. Centenas de pessoas começaram a pular da ponte sobre o rio Tigre e morreram afogadas, e outras foram pisoteadas ou asfixiadas.

"Muitos idosos morreram imediatamente durante a confusão, e muitos se afogaram, muitos corpos ainda estão no rio e os barcos estão trabalhando para resgatá-los", disse um policial, não identificado.

"A expectativa é que o número de mortos chegue a mil", confirmou um integrante do Ministério da Saúde do Iraque.

Atentado

Um pouco antes do tumulto, ao menos sete pessoas haviam sido mortas em três ataques a bomba ocorridos no caminho para uma mesquita. Os religiosos foram celebrar o martírio de Musa Al-Khadim, uma figura reverenciada entre os xiitas.

O primeiro-ministro Ibrahim Jaafari declarou três dias de luto em razão do incidente e o presidente Jalal Talabani afirmou em nota que foi "uma grande tragédia que deixará marcas em nossas almas".

Tensão política

Com o texto da Constituição iraquiana finalizado sem a aprovação sunita, a insurgência comandada pela linha religiosa, que apoiava o regime do ex-ditador Saddam Hussein, e por militantes ligados a Osama bin Laden seguem intensificando ataques e confrontos com forças iraquianas e norte-americanas.

Um referendo será feito no próximo mês de outubro para consultar o apoio dos iraquianos à nova Carta.

Fonte: Folha Online

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