MPE e SMS discutem com familiares a internação de pacientes nas residências psicoterapêuticas

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Na manhã desta sexta-feira (10), representantes do Ministério Público de Alagoas (MPE), da Secretária Municipal de Saúde de Maceió (SMS) e familiares participaram de uma reunião para discutir e sanar dúvidas sobre a internação de pacientes em tratamento psiquiátrico nas novas Residências Psicoterapêuticas. A discussão aconteceu na sede das Promotorias do MPE, no bairro do Barro Duro.

De acordo com a promotora Micheline Tenório, a reunião visa – primeiramente – tranquilizar os familiares dos pacientes, já que haverá uma mudança no tratamento destes e também novo local para essas atividades de ressocialização.

“Nós buscamos a reinserção dos pacientes à comunidade e isso atende a política de desinstitucionalização, que é retirar eles da moradia no hospital e nós temos isso como foco há anos. Estamos implantando as Redes de Atenção Psicossocial (RAPS) porque entende-se que hospital não é lugar onde ninguém deve residir, mas sim ser tratado. As residências serão onde eles terão autonomia, terão todo o atendimento para que eles possam buscar a autonomia e serem reinseridos na sociedade”, explicou a promotora.

João Urtiga / Alagoas 24 HorasPromotora Micheline Tenório

Promotora Micheline Tenório

De acordo com a enfermeira e coordenadora do programa de desinstitucionalização da SMS, Amanda Braga, a criação das residências é uma determinação da nova lei de políticas psicossociais, que visa dar dignidade aos pacientes, retirando-os dos hospitais e inserindo-os em um ambiente de comunidade.

“Esses pacientes que serão encaminhados são os que estão internados há mais de um ano ininterrupto nos nossos quatro hospitais psiquiátricos do Estado. A ideia é dar dignidade a todos eles e, principalmente, tratá-los de modo que eles estejam cada vez mais independentes e inseridos à sociedade”, afirmou.

João Urtiga / Alagoas 24 HorasEnfermeira, Amanda Braga

Enfermeira, Amanda Braga

Amanda explicou ainda que as sete residências estão localizadas em locais estratégicos e próximos dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) de Maceió.

“Nós temos sete residências, espalhadas pelos nossos três distritos onde estão localizados os Caps para que eles possam ter sempre acompanhamento. Eles terão moradia e participarão de atividades no Caps. Eles também terão muito mais contato com seus familiares que poderão visitá-los com frequência.”

A enfermeira disse ainda que as “sete residências que acomodam dez pessoas cada um, totalizando 70 pacientes. Desse número, 40 são oriundos do Hospital Ulisses Pernambucano e 30 do Hospital Miguel Couto”.

As residências estão localizadas nos bairros da Jatiúca, Ponta Verde, Mangabeiras, Farol (duas) e Gruta de Lourdes (duas).

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