Enfermagem: técnico ou bacharelado, qual cursar?

Saiba quais são as diferenças entre as áreas da Enfermagem

Educa Mais Brasil

Enfermagem

No Brasil, uns dos cursos mais buscados por quem deseja trabalhar na área da Saúde é Enfermagem, que fica atrás, apenas, de Medicina e Biomedicina. De acordo com os últimos dados do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), no país existem 492 mil enfermeiros, 1.132.231 técnicos de Enfermagem e 418.626 auxiliares de Enfermagem.

A Enfermagem é complementar à Medicina. Enquanto os médicos dão o diagnóstico, os enfermeiros e suas categorias dão assistência ao paciente. A profissão é regulamentada pela lei 7.498, que pontua as diferenças entre cada área de atuação da Enfermagem, descrevendo cada uma de suas três categorias. As diferenças vão desde as formações acadêmicas até as habilidades e competências.

As remunerações da área de Enfermagem também variam conforme cada categoria. Segundo dados do Educa Mais Brasil, baseados no Ministério do Trabalho (Caged), a média salarial para os enfermeiros no Brasil é de R$ 2.948. Já para os técnicos de enfermagem, o valor é de R$ 1.900. Enquanto isso, os auxiliares recebem uma remuneração média de R$ 1.500.

Escolher uma boa instituição de ensino é fundamental para o sucesso do aprendizado. Para a técnica de Enfermagem e sócio-fundadora da Escola Técnica de Saúde Evangélica, Airesnede Rossi, a carga horária do curso bem como a grade curricular da escola onde o estudante quer se profissionalizar devem ser levadas em consideração com muita atenção. “Existem muitas escolas no mercado enchendo linguiça. Têm escolas que dão 1h30 de aula a 2h, três a quatro vezes na semana. Isso não é possível!”, diz a profissional que justifica a importância de escolher bem a instituição onde será feito o curso. “Não é porque a carga horária do curso é menor que você tem que abraçar. Porque é um curso com uma responsabilidade muito grande. Você vai trabalhar com vidas, você tem que saber o que está fazendo. Então, preparo é fundamental”, argumenta.

A técnica de Enfermagem e estudante do oitavo semestre de Enfermagem na Estácio, Naiara Silva, 24, é apaixonada pela profissão. “Sempre foi a minha primeira opção. Eu amo cuidar das pessoas e me sinto bem exercendo essa função. Me encontrei na enfermagem porque tenho muito contato com os pacientes. Sinto-me próxima e isso é gratificante”, frisa. Na visão da estudante, o trabalho dos enfermeiros precisa ser mais conhecido e visto com menos preconceito.

Entenda as diferenças:

Enfermeiros

São responsáveis por oferecer cuidados a pacientes em tratamento médico de alta complexidade. Podem atuar em unidades de saúde cuidando do planejamento, prestando consultorias e realizando auditorias. Por isso, é a categoria de maior responsabilidade dentro da profissão. Além disso, são considerados aptos a promover a formação de novos profissionais.

Para habilitar-se na área é necessário ter um curso superior, que possui duração média de cinco anos.

Técnicos de enfermagem

A função do técnico de enfermagem está em prestar assistência aos enfermeiros nas questões que dizem respeito a planejamentos, cuidados com paciente e execução de programas de assistência à saúde do enfermo.

Para exercer a função, o profissional desta área precisa ter um curso de especialização, que dura, em média, dois anos.

Auxiliar de enfermagem

Os auxiliares de enfermagem podem preparar pacientes para exames, consultas ou tratamentos, executar prescrições médicas, cuidar da higiene do local onde se encontra o enfermo, promover o conforto e a higiene de cada paciente, bem como providenciar segurança e alimentação adequadas para cada um. Assim, podem exercer funções de assistência à Enfermagem.

Para estar habilitado para ser um auxiliar de enfermagem é preciso ter um curso na área, com duração média de um ano e meio.

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