Coronavírus: uma história de epidemias

Vírus já provocou mais de 40 mil mortes e está assombrando infectologistas e médicos no mundo

O vírus responsável pelo Covid-19 é apontado como uma variação da família coronavírus. Os primeiros foram identificados em meados da década de 1960, de acordo com o Ministério da Saúde. Alguns portais, como o saudelogo.com, tem acompanhado a evolução da pandemia no Brasil e no mundo.

A doença provocada pela variação originada na China foi nomeada oficialmente pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como Covid-19, em 11 de fevereiro. Ainda não está claro como ocorreu a mutação que permitiu o surgimento do novo vírus. Desde o seu surgimento, são mais de 40 mil mortos e quase 84 mil infectados em todos os continentes do planeta.

Os coronavírus causam infecções respiratórias em seres humanos e em animais. Geralmente, são doenças respiratórias leves a moderadas, semelhantes a um resfriado comum.

Já o novo coronavírus é uma nova cepa do vírus (2019-nCoV) que foi notificada em humanos pela primeira vez na cidade de Wuhan, na província de Hubei, na China.

“Há uma memória forte da Sars, e é daí que vem muito medo, mas nós estamos muito mais preparados para lidar com esses tipos de doenças”, afirmou Josie Golding, da Wellcome Trust, organização não governamental sediada no Reino Unido.

Entre 2002 e 2003, a China foi vítima de outra epidemia. O vírus Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave) causou um surto de pneumonia que infectou 8 mil pessoas em dez meses de surto. O novo coronavírus, no entanto, se propaga com mais rapidez e é muito mais letal.

Um estudo, publicado no dia 17 de março, na revista científica Nature Medicine, tenta esclarecer algumas especulações sobre uma suposta manipulação do coronavírus pela China, que teria objetivo de obter vantagens econômicas em um cenário de crise mundial.

Essa ideia foi amplamente divulgada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, quando a pandemia chegou ao país norte-americano. Aqui no Brasil, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, publicou um tweet chamando o coronavírus de “vírus chinês”. Ele foi repreendido pela embaixada do país no Brasil.

A partir do estudo da estrutura do novo coronavírus e de experimentos bioquímicos, os cientistas perceberam duas características que não poderiam ser produzidas em laboratório. Uma delas é a estrutura central do organismo, que é distinta de outros vírus. Segundo os cientistas, a manipulação de um vírus em laboratório partiria da estrutura de outro vírus com efeito conhecido.

A segunda novidade deste coronavírus é o seu domínio de ligação ao receptor. Ele tem alta afinidade com as células receptoras humanas —assim como células de gatos, furões e outras espécies. Ou seja, sua transmissão é altamente eficiente.

Segundo o estudo, a evolução que permitiu ao coronavírus se conectar mais facilmente com seus hospedeiros se deve à seleção natural, em que a espécie passa por diversas mutações espontâneas, de forma que vão sobreviver as versões que melhor se adaptarem ao ambiente.

Outras variações mais antigas de coronavírus, como SARS-CoV e MERS-CoV, são conhecidas pelos cientistas. Eles também chegaram aos humanos por contato com animais: gatos, no caso da Sars, e dromedários, no vírus Mers.

Fonte: Assessoria

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