Universidad Católica confirma saída de Ariel Holan, que está perto de fechar com o Santos

A Universidad Católica anunciou, no início da noite desta quinta-feira, que Ariel Holan utilizou sua cláusula de saída prevista em contrato. O técnico está muito perto de assinar com o Santos.

“O futebol tem esses momentos e nossos caminhos se separam. Estarei eternamente agradecido com toda a família cruzada. Passamos um ano atípico e cheio de emoções, mas que ficará para sempre nos nossos corações. Quero agradecer aos dirigentes e a todos com quem compartilhei esse caminho que me enche de orgulho. Aos jogadores que se comprometeram com nossa ideia e nosso projeto desde o primeiro dia e foram chave de um campeonato que ficará para a história. A todos os trabalhadores do clube que facilitaram nosso trabalho a todo momento. E principalmente a todos os torcedores e torcedores pelo apoio a cada jogo, nos dando força para competir e ser campeões. Estarão sempre em meu coração”, disse Holan.

Ariel Holan tem um acordo verbal com o Peixe e espera a formalização do contrato. A cláusula de rescisão tem o valor de US$ 110 (R$ 595 mil). O Alvinegro ajusta detalhes para trocar as minutas. A expectativa é do desfecho da negociação até essa sexta-feira. O vínculo deve ser válido até dezembro de 2022.

Holan chegará acompanhado de dois profissionais: o auxiliar Juan Esparis e o preparador físico Facundo Peralta. O valor da comissão técnica é de pouco menos de R$ 600 mil. E o acordo não terá multa rescisória.

Ariel Holan estava no topo da lista do Santos desde o início da procura por um técnico, há mais de duas semanas. A pedida inicial foi alta. Na sequência, o clube conseguiu um “desconto” e passou a avançar na negociação.

O Santos analisou outras opções, como Hernán Crespo, Tiago Nunes e Sebastián Beccacece. No caso de Crespo, o salário de mais de R$ 1 milhão inviabilizou qualquer papo e ele foi para o São Paulo. Com Nunes e Beccacece, a preocupação foi a mesma: o relacionamento com o elenco. Ambos têm histórico de problemas com atletas e colegas.

Com Holan, o Alvinegro fica satisfeito por aliar projeto de futebol e bom convívio. Sair de Cuca, adorado pelos jogadores, para Tiago Nunes ou Beccacece poderia significar uma ruptura no dia a dia do CT Rei Pelé.

Holan tem 60 anos e foi aprovado pelo departamento de futebol e pela análise de desempenho. O argentino começou no Defensa y Justicia em 2015 e passou por Independiente e Universidad Católica. Antes, foi auxiliar e desempenho e técnico de hóquei sobre a grama.

A chegada de um treinador tarimbado dividiu opiniões no Comitê de Gestão. Para alguns, o comandante seria o único reforço possível neste momento e demanda investimento. Para outros, era momento de economizar e diminuir a folha da comissão técnica. O primeiro pensamento “venceu”.

Cuca

O Santos está fechando com Holan, mas quer Cuca pelo menos até a partida contra o Fluminense no domingo, na Vila Belmiro, pela 37ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Cuca gostaria de fazer a transição para Holan e ir descansar com sua família no sítio em Curitiba, mas o Peixe deseja ter seu atual técnico nessa decisão. Se derrotar o Flu, o Alvinegro pode garantir a vaga na Pré-Libertadores. O auxiliar Marcelo Fernandes teria chance de trabalhar contra o Bahia, quinta-feira, em Salvador.

O Santos, inclusive, quer a saída de Cuca pela porta da frente. A diretoria é grata ao treinador e prepara uma despedida digna para repercutir em suas redes sociais.

Holan curioso

Enquanto deixou a questão financeira e contratual para seus representantes, Ariel Holan buscou informações sobre o Santos. Ele falou com colegas de profissão e perguntou ao Peixe sobre questões específicas, como quantidade de campos e uso da tecnologia no departamento de análise de desempenho.

Holan tem vontade antiga de trabalhar no Brasil e vê o Santos como ótima porta de entrada por sua história, presença de jogadores de destaque como Marinho e Soteldo e a predisposição a revelar jovens da base.

Ariel Holan está disposto a trabalhar com a realidade do Santos, de não contratar e correr o risco de perder outros atletas. Os reforços podem chegar só no segundo semestre.

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