Leitura: uma conexão entre pais e filhos

Imagine… Era uma vez… O que vem a sua mente, ao ler essas frases? Parece que elas são mágicas e preparam o nosso cérebro para se abrir para um mundo cheio de possibilidades. Se isso aconteceu contigo, é porque alguém o fez sonhar, viajar e mergulhar no fantástico mundo da leitura. Se elas exercem um poder imaginativo em ti, é inegável o impacto positivo que a leitura traz para uma criança. Você é a prova viva disso!

Por isso, eu te pergunto, caro leitor: quem marcou a sua história por meio das histórias? Parece uma pergunta redundante, mas não é. Então, me diga: quem é essa figura que construiu contigo memórias afetivas, sensações, cheiros, paisagens e sentimentos? Sim, a leitura possibilita também a construção de memórias, nos leva a lugares “nunca antes navegados” e nos ajuda a encontrar respostas para aquilo que não cala no coração. Quem alimentou de sonhos, criatividade e viajou sem sair do lugar com a criança que ainda está aí viva (talvez, um pouco espremida) dentro de você? Pensou?

Agora, pergunto-lhe: quem é essa figura para o seu filho? Você é o protagonista, o coadjuvante ou não é um personagem dessa história no mundo dele? Saiba que, antes do espaço escolar, é no seio familiar que se deve iniciar o contato com a literatura, que pode ocorrer desde o ventre materno.

Como diz a frase, de autor desconhecido, “a palavra convence, o exemplo arrasta”. Sendo assim, quando você lê para uma criança, principalmente nos anos iniciais, além de estreitar laços com ela, tranquilizá-la e estimular seu desenvolvimento em diferentes aspectos, tais como: cognitivo, linguístico, criativo… tem com ela um momento especial e potente na construção de um referencial leitor afetivo.

Qual referencial quer deixar para ele ou ela? Saiba que navegar pela literatura com seu filho não só o ajudará na escola, mas na vida! O hábito de leitura expande seus horizontes e amplia o seu olhar de como se vê e sente o mundo. As palavras tem um poder mágico, sabia? Nos torna mais humanos, empáticos, solidários, respeitosos, dispostos a ouvir, auxilia a lidar com suas emoções, desperta o sentimento de pertencimento, traz segurança, autoconhecimento e autoconfiança.

Um texto com mais perguntas do que respostas, não poderia terminar se não provocando uma pergunta final: quais memórias afetivas e leitoras você tem construído com seu filho? Pense nisso, chame-o, dê-lhe um afago, pegue um livro, revisite a sua criança interior e construa hoje com seu filho uma linda história. Cative sempre boas leituras!

*Liliane Mesquita é pedagoga, psicopedagoga, orientadora educacional, dinamizadora de leitura e escritora de livros infantis – autora de “O desaparecimento do Senhor Abraço”, “Onde é o lugar de Dandara?”, “Qual é a sua forma?” e “Poesia no futebol”.

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