Sesau orienta população sobre medidas de prevenção para evitar a leptospirose em período chuvoso

Transmitida pela bactéria Leptospira e disseminada pela urina de ratos contaminados, doença é prevenida com medidas sanitárias

Carla Cleto

Deve-se evitar andar com os pés desprotegidos, em locais alagados, com água contaminada com a bactéria da leptospirose

Com a intensificação do período chuvoso em Alagoas, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) alerta os alagoanos sobre as medidas de prevenção para evitar o aumento de casos da leptospirose, doença infecciosa febril, transmitida a partir da exposição à urina de animais como o rato, que estejam infectados pela bactéria Leptospira. Isso porque, diante das fortes chuvas e da ocorrência de enchentes, inundações e do transbordo de córregos e bueiros, por exemplo, o contato com a água contaminada desses locais deve ser evitado, uma vez que os agentes bacterianos penetram na pele com lesões ou nas mucosas, como a nasal e a bucal.

Por isso, além de evitar contato com água que possa estar contaminada pela bactéria Leptospira, usando luvas e botas de borracha, ou sacos plásticos duplos amarrados nas mãos e pés, é necessário proibir as crianças de nadar ou brincar nessas águas. Também deve-se lavar utensílios e móveis e, para isso, é importante usar a proporção de 20 litros de água para duas xícaras de chá (400 ml) de hipoclorito de sódio a 2,5%, deixando a solução agir por 15 minutos.

Também é necessário lavar frutas e verduras com suspeita de contaminação com esta mistura de água e hipoclorito de sódio a 2,5%, bem como ingerir somente água filtrada, fervida ou clorada, uma vez que, durante os períodos chuvosos e diante das inundações, pode haver contaminação da água canalizada. Para controlar os roedores, que são o principal agente de disseminação da leptospirose, presente na urina, é recomendado acondicionar corretamente o lixo, armazenar adequadamente os alimentos, desinfectar e vedar as caixas d´água e realizar desratização nas residências, mediante a orientação, supervisão e atuação de técnicos devidamente capacitados.

Recomendação é utilizar calçados fechados, a exemplo de botas de borrachas, ao andar em locais alagados

Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

É importante ressaltar, conforme a Sesau, que o período de incubação da doença, ou seja, o intervalo de tempo entre a transmissão da infecção até o início dos sintomas ocorre entre 7 a 14 dias após a exposição a situações de risco. Além de febre, a pessoa acometida pela leptospirose tem dor de cabeça e muscular, principalmente nas panturrilhas, falta de apetite, náuseas, vômitos e pode ocorrer diarreia, dor nas articulações, vermelhidão ou hemorragia conjuntival, fotofobia (aversão à luz), dor ocular, tosse e, podem ocorrer, raramente, manchas vermelhas na pele, aumento do fígado e do baço, urina escura, insuficiência renal, hepática e respiratória, que podem levar à morte.

Diante destes sintomas, o diagnóstico específico é feito a partir da coleta de sangue no qual será verificado se há presença de anticorpos para leptospirose ou a presença da bactéria. Para isso, são coletadas amostras de sangue dos pacientes nas unidades de saúde, que as encaminham para o Laboratório Central de Alagoas (Lacen/AL). O tratamento, com o uso de antibióticos, deve ser iniciado no momento da suspeita, esteja o paciente no ambiente hospitalar ou não, uma vez que, nos casos leves, a assistência é ambulatorial, conforme prevê o protocolo do Ministério da Saúde (MS).

Dados Epidemiológicos

Conforme o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), vinculados ao Ministério da Saúde (MS), em todo o ano passado, Alagoas registrou 86 casos de leptospirose e, destes, 13 evoluíram para óbito. Já no primeiro quadrimestre de 2022 foram 10 casos e três óbitos, enquanto que no mesmo período deste ano, foram registrados 14 casos e nenhum óbito.

Fonte: Ascom Sesau AL

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