Reajuste dos planos de saúde coletivos com até 29 vidas chega a 24,9%. E agora?

A partir de maio de 2023, já começam a valer os novos valores de mensalidade para os Planos empresariais. As operadoras divulgaram o percentual de reajuste que será praticado, e você também precisa acompanhar essa mudança.

Todos os anos, o Plano de Saúde empresarial sofre um reajuste, o que varia de Operadora para Operadora e também leva em consideração particularidades de cada cliente, como caso da sinistralidade.

Neste artigo você confere o que influencia no reajuste dos Planos de Saúde empresariais e qual percentual foi estabelecido pelas principais operadoras.

Quais fatores influenciam o reajuste do plano de saúde empresarial?

As Operadoras de Saúde precisam propor um reajuste para os planos empresariais porque todos os anos o mercado passa por mudanças. Sendo assim, é preciso atualizar os valores para garantir a viabilidade da prestação de serviço para as organizações. A atualização financeira é um dos fatores que influenciam o reajuste do plano de saúde empresarial.

Os preços variam de acordo com os custos e as demandas de mercado, logo, equipamentos, instrumentos e insumos da área médica também sofrem variações de preço. Isso impacta no valor dos serviços, o que gera um custo mais alto para a operadora. Logo, ela precisa calcular essa variável no valor dos planos. A inflação geral tem esse mesmo efeito.

Não podemos esquecer a sinistralidade, que é uma variável que muda de uma empresa para a outra. Geralmente, os contratos preveem uma sinistralidade de 70%. Ou seja, cada contrato deve utilizar 70% do valor da mensalidade, com uma variação de 10%. Quando a sinistralidade, ou seja, o uso do plano de saúde, ultrapassa esse percentual, a operadora precisa considerar a sinistralidade para dar continuidade à assistência.

Qual é o percentual de reajuste para o ano de 2023?

Logo no primeiro trimestre deste ano, ocorreu um desequilíbrio entre as receitas e a despesa do setor de saúde suplementar. Isso porque houve um impacto negativo de fatores como os prejuízos operacionais registrados em 2022. Por isso, as operadoras apresentaram reajustes significativos para o período de maio de 2023 a abril de 2024.

No caso dos contratos das pequenas e microempresas com até 29 vidas atendidas, os reajustes divulgados pelas principais operadoras foram:

  • Amil: 23,40%;
  • Bradesco Saúde: 23,79%;
  • CNU: 23%;
  • Care Plus: 23,28%;
  • Golden Cross: 27,15%;
  • GNDI: 21,94%;
  • Omint: 19,69%;
  • Porto Seguro: 24,90%;
  • SulAmérica: 24,76%;
  • Seguros Unimed: 16,70%.

É válido ressaltar que esses foram os reajustes para PME até 29 vidas. Em casos específicos, esses valores podem variar. Logo, é preciso ficar de olho naquilo que diz o contrato e também na maneira como a Operadora de saúde realiza o cálculo do reajuste, inclusive, considerando o índice de sinistralidade que foi registrado na empresa no ano passado.

Quando os novos valores começam a valer?

É importante ressaltar que a divulgação dos percentuais de reajustes não significa que os novos valores começam a valer imediatamente. Isso varia de um contrato para o outro dependendo da data de aniversário dele.

Diferente do que acontece com os planos familiares e individuais, o reajuste do plano empresarial não é feito no começo do ano. As mudanças passam a valer a partir da data de aniversário do contrato.

Sendo assim, a alteração na mensalidade vai acontecer quando o contrato completar 12 meses de vigência dentro desse período que citamos: maio de 2023 a abril de 2024.

Com estes altos índices de reajuste, é importante reavaliar as alternativas do mercado, pois podem haver opções com redução de custo sem prejuízo da rede de atendimento.

  • Administrador de empresas e corretor de seguros

 

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