IBGE: dados inéditos revelam que AL tem 23 mil trabalhadores em plataformas digitais

PNAD Contínua aponta que número de profissionais que prestam serviços por aplicativo corresponde a 2,3% dos trabalhadores do setor privado no estado; índice é o segundo maior do país, junto com o DF

Os últimos anos apresentaram mudanças sensíveis nas formas de trabalho em todo o país. O cenário da pandemia de covid-19, por exemplo, impulsionou a expansão do teletrabalho e do trabalho por plataformas digitais para atender às necessidades do isolamento social e de criação de novos modos de obtenção de renda.

Foto: Divulgação

Em números proporcionais, Alagoas é destaque no percentual de trabalhadores plataformizados. São 23 mil profissionais que prestam serviços por aplicativo no estado, o que corresponde a 2,3% dos trabalhadores de todo o setor privado. Tal percentual é o segundo maior do país, empatado com DF, e apenas abaixo do RJ (3,3%). A média nacional é de 1,7%. O Brasil tem cerca de 1,5 milhão de trabalhadores por aplicativo.

Os dados inéditos são da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números fazem parte de estatísticas experimentais, divulgadas no último dia 25, referentes ao 4º trimestre de 2022.

Prestação de serviços por meio de plataformas digitais

Os trabalhadores plataformizados, foco da pesquisa, são aqueles que tem como trabalho único ou principal a prestação de serviço por meio de plataformas digitais.

As plataformas investigadas dizem respeito aos aplicativos de táxi; aplicativo de transporte particular de passageiros; aplicativos de entrega de comida ou produtos; e aplicativos para prestação de outros serviços, que vão desde manicure até tradução e serviços jurídicos.

Rendimento médio maior e maior média de horas

Os trabalhadores que prestam serviço por aplicativo tendem a ganhar mais dos que os outros trabalhadores do setor privado, mas também trabalham mais horas.

Para AL, a média é de 42 horas semanais para os plataformizados; cerca de quatro horas a mais do que os que demais trabalhadores do setor privado, cuja média de trabalho é de 38 horas por semana.

A média nacional, contudo, é superior. No Brasil, plataformizados tendem a trabalhar 46 horas semanais e não-plataformizados alcançam o valor de 39,5 horas de trabalho por semana.

O rendimento médio dos trabalhadores por aplicativo em AL é de R$1.904,00. Os demais empregados do setor privado ganham, em média, pouco mais do que um salário-mínimo: R$1.537,00.

Perfil do trabalhador por aplicativo

A prestação de serviços por plataformas digitais no Brasil é prevalente entre os homens (81,3%), que trabalham por conta própria (77,1%) e na informalidade (70,1%). Destes, apenas 35,7% contribuem para a previdência social em todo o país, contra uma taxa de 60,8% dos demais ocupados no setor privado.

Os trabalhadores de aplicativo costumam ocupar níveis intermediários de escolaridade: a maioria possui ensino médio completo ou superior incompleto (61,3%).

Os serviços de transporte de passageiros de modo particular ou táxi (52,2%) e serviços de delivery (39,5%) representam quase a totalidade das atividades exercidas pelos trabalhadores plataformizados em todo o país.

Sobre a pesquisa

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada pelo IBGE, é uma pesquisa amostral realizada de modo mensal, trimestral ou anual, para obter dados contínuos acerca do mercado de trabalho e demais indicadores relevantes para o desenvolvimento socioeconômico do país e elaboração de políticas públicas.

O novo módulo de teletrabalho e trabalho por plataformas digitais contém estatísticas experimentais, que ainda estão sob avaliação. Os dados podem ser consultados de forma pública através da plataforma SIDRA (https://sidra.ibge.gov.br/pesquisa/pnadca/tabelas).

Fonte: Ascom IBGE/AL

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