Trabalhado​res da Eletrobras e CHESF entram em greve por tempo indetermin​ado

Paralisação terá início à 00h do dia 17.

Os trabalhadores da Eletrobras Distribuição Alagoas e da Chesf/AL irão realizar uma greve geral, por tempo indeterminado, tendo início à 00h do dia 17. A decisão foi tomada em assembleia realizada nesta sexta-feira, dia 13. A assembleia da Chesf ocorreu no dia 12. A paralisação decorre da falta de avanço nas negociações do ACT/2012 após quatro rodadas de negociação e atinge o sistema Eletrobras em todo o país.

Em Alagoas a mobilização se concentrará no prédio sede da empresa na Gruta. O atendimento ao público está suspenso durante toda a greve. Serão mantidos apenas os serviços essenciais.

A categoria vem tentando negociar desde o mês de abril. A última tentativa de se chegar a um acordo ocorreu na última quarta-feira, dia 11. No entanto, a direção da empresa em Brasília se mantém inflexível, negando-se a avançar na negociação, repetindo a proposta inicial de reajuste salarial apenas 5,1%, que está muito abaixo do que os/as trabalhadores/as estão reivindicando que é de 10,73%. Também nada apresentaram em relação as propostas sobre indenização por perda de massa salarial, melhorias no PCR, com a garantia de verbas para se promover as devidas correções/movimentações salariais, plano de saúde extensivo aos aposentados, à renovação das concessões, dentre outras questões.

Segundo a presidenta do Sindicato dos Urbanitários Amélia Fernandes, “essa postura da direção da Holding mostra a sua submissão ao Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais – DEST, Ministério do Planejamento e de Minas e Energia, assim como, a sua incapacidade em se colocar enquanto empresa estratégica para o governo”.

Segundo os trabalhadores, o esgotamento das negociações mostra que o Governo desejou provocar esta greve. “É inadmissível pensar que a categoria iria aceitar um acordo tão rebaixado, incapaz de trazer o mínimo de dignidade para os trabalhadores. Temos a certeza que as empresas e o Governo apostaram no enfrentamento e irá “pagar para ver”. Isso é um ato de irresponsabilidade com toda sociedade. Pois, uma greve por tempo indeterminado no setor elétrico sempre traz problemas, basta verificar o histórico dos movimentos desse porte”, alerta Amélia.

“Se o governo aposta no embate, os trabalhadores não vão fugir do enfrentamento, pelo contrário nós vamos à luta. A paralisação vitoriosa de 48 horas que realizamos na semana passada mostrou que estamos mobilizados e prontos para enfrentar as ameaças, perseguições e o terrorismo da Holding. Não existe outra saída se não à luta pra conquistar um acordo digno, tem que ser na raça e na disposição de cada trabalhador”, concluiu a sindicalista.

Veja Mais

Deixe um comentário

Vídeos