A violência interrompe sonhos, vidas, famílias.

Um triplo homicídio foi registrado no inicio desta semana aqui em Maceió, no bairro do Jacintinho.


Entre as vítimas, estão dois adolescentes de 15 anos.

A motivação e a autoria do crime não foram esclarecidas.

As vítimas não resistiram aos ferimentos e morreram antes de receber atendimento médico.

A violência aniquila, extermina.

A violência interrompe sonhos, vidas, famílias.

Em 2016, pela primeira vez na história, o número de homicídios no Brasil superou a casa dos 60 mil em um ano. De acordo com o Atlas da Violência de 2018, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o número de 62.517 assassinatos cometidos no país em 2016 coloca o Brasil em um patamar 30 vezes maior do que o da Europa.

Só na última década, 553 mil brasileiros perderam a vida por morte violenta.

Ou seja, um total de 153 mortes por dia.

Não se debate a regulamentação do mercado das drogas para impedir o financiamento de uma guerra que hoje mata mais pessoas que o conflito armado na Síria.

Tampouco se fala em mudar o sistema prisional para acabar com a escola do crime.

Virou tão normal falar e conviver com a violência que até a solução para tentar acabar com a violência é mais violência.

Isso tudo revela que o grande doente crônico do Brasil é a autoridade pública, com suas políticas descomprometidas com o bem-estar da população, emolduradas por discursos mentirosos.

Em outubro, Sua Excelência a Cidadania será chamada a dizer o que pensa disso tudo, e desses todos.

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