Instituto de Criminalística de Alagoas participa de Projeto Minerva para detectar novas drogas sintéticas

Ascom Poal

O Núcleo de Química e Toxicologia do Instituto de Criminalística de Alagoas passou a integrar o Projeto Minerva que realiza a análise e identificação de novas drogas sintéticas que estão sendo encontradas no Brasil. A inclusão do estado se deu após capacitação realizada em Brasília para 40 peritos criminais de todo os país.

O perito criminal Gerard Deokaran explicou que o projeto é uma ação das Secretarias Nacionais de Políticas sobre Drogas (Senad) e de Segurança Pública (Senasp) com a Polícia Federal. Na capacitação, os peritos criminais que atuam em laboratório, foram instruídos como acelerar e melhorar a identificação das novas substâncias psicoativas que por ventura venham a surgir.

Gerard Deokaran esclareceu que pesquisas internacionais apontam que a cada 6 dias, uma nova droga sintética surge no mundo. Isso porque, para tentar burlar as leis, criminosos realizam processos químicos para alterar o principio ativo dessas substancias proibidas que são geralmente vendidas em formas de comprimidos, blotters (selos) ou cristais. O perito atenta também para a questão de apreensão de pequenas quantidades desse tipo de drogas, porque 50 gramas desse tipo de substância pode render ao traficante um valor aproximando de R$2.500.000,00.

“O perito criminal é o agente da segurança pública que analisa esses materiais quando apreendidos, ou seja, ele é o primeiro a identificar a presença de uma nova droga. Por isso, a necessidade constante de capacitação para aprender novos métodos que sejam empregados na detecção dessas modificações químicas em moléculas de drogas já existentes”, observou o perito criminal.

O Projeto Minerva prevê ainda o alinhamento de experiências e métodos mais eficazes em todos os Laboratórios estaduais que atuam na área de química e toxicologia. A cada nova droga descoberta, ela será enquadrada na legislação, evitando assim, que o individuo preso com o entorpecente (droga sintética) seja posto em liberdade.

Fonte: Aarão José/Ascom Poal

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