HGE alerta banhistas para o cuidado com caravelas e águas-vivas nas praias e lagoas

Se o acidente acontecer, saia da água e lave o local com água salgada; para aliviar a dor pode ser usado o vinagre

FOTO: Carla Cleto

É necessário atenção na hora de se banhar no mar para evitar acidentes com água viva e caravelas

As lagoas e praias alagoanas são um verdadeiro convite para o lazer e a diversão. Próprias para banho, belíssimas e com uma espetacular biodiversidade, elas atraem visitantes de todo o mundo. Mas há cuidados que são necessários para evitar acidentes, como a atenção para a presença de cnidários, as caravelas e as águas-vivas, que em contato com o banhista pode causar lesões bastante incômodas.

O porteiro Flávio Souza sabe bem o quanto essa dor é intensa. Ele estava na praia da Barra de São Miguel com a família, quando, de repente, sentiu uma ardência muito forte nas costas. A descrição que ele deu para o momento foi de uma “queimadura bem forte, algo fora do normal; arrepiei-me todinho e saí logo da água”.

Segundo a dermatologista e também especialista em clínica geral no Hospital Geral do Estado (HGE), Lara Canales, os principais sintomas da lesão provocada por este tipo de animal marinho são: dor local, eritema, ardência; podendo formar bolhas.

“A sensação de queimação é originária das toxinas que são liberadas pelos tentáculos, que quando em contato com a pele, provocam alterações enzimáticas que fazem uma inflamação, podendo ser simples ou extensa”, explicou a médica do HGE.

A gravidade do ferimento está diretamente ligada ao tipo e porte do animal que produziu o ferimento e à idade e condições de saúde do ferido. É possível que esse acidente provoque reações sistêmicas, como arritmia, dor de cabeça, câimbras, erupção cutânea, náuseas e vômitos; podendo chegar a uma anafilaxia.

“Se o acidente acontecer, é importante que a pessoa saia imediatamente da água, lave o ferimento com água salgada e remova, com cuidado, os tentáculos que podem ter aderido à pele – pode ser com uma pinça ou papel macio. Também podem ser aplicadas compressas de soro fisiológico ou água do mar gelados para aliviar a dor e é importante que a região atingida não seja exposta ao sol”, orientou a especialista do HGE.

A limpeza na área afetada com água doce (mesmo gelada e com gelo), sabonete, álcool e até xixi não deve acontecer, apesar das constantes indicações da população. De acordo com a médica, essas substâncias, em vez de conter, vão estimular a liberação do veneno que possa ainda estar retido nas células dos tentáculos. Se nada resolver, a melhor recomendação é buscar assistência médica, de preferência em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

“Eu usei água doce gelada. Não sabia dessa orientação, mas era o que eu tinha. Esperei, não parou de imediato, com o tempo foi passando, não apliquei mais nada. Mas, foi algo fora do normal. Posso lhe dizer, e afirmar, que foi bem desconfortável. Não ficou marca nenhuma depois. Na hora inchou, ficou vermelhão; mas depois melhorou, diminuiu o inchaço e a ‘queimadura’”, recordou Flávio Souza.

Fonte: Ascom Sesau/AL

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