Heloísa se junta a manifestantes para lavar frente do Congresso em ato contra corrupção no governo

Em mais um dia de protesto em Brasília a senadora alagoana Heloísa Helena (PSOL) e o senador Geraldo mesquita (PSOL-AC) se juntaram aos funcionários públicos em greve, representantes de entidades sindicais e parlamentares lavaram a frente do Congresso Nacional, num ato contra a corrupção e a política econômica do Governo Lula. A intenção era lavar a rampa do Congresso, mas o forte aparato policial, com viaturas, cavalos e cachorros, não deixou os manifestantes se aproximarem do local.
Geraldo Mesquita afirmou que a eleição de Luiz Ignácio Lula da Silva representou a esperança do povo brasileiro, que acreditava ser a hora e a oportunidade de colocar o trabalhador e o povo humilde na condução do Brasil.

– Lula prometeu fazer grandes reformas. E fez. Propôs a reforma da Previdência, que puniu os trabalhadores. Propôs um aumento salarial que foi uma titica. Propôs um presidente para o Banco Central que já era presidente de um banco estrangeiro. Esse ato é necessário para que nossa esperança volte a brilhar e possamos fazer as grandes transformações – afirmou Geraldo Mesquita.

Para Heloísa Helena, o problema do Governo Lula não é o trabalhador, mas os que estão no Palácio do Planalto e no Congresso Nacional, "os delinqüentes de luxo, que usam o Estado para roubar".

– Estamos no Congresso Nacional fazendo de nossos mandatos trincheiras de luta dos trabalhadores contra a degeneração e a burocratização – destacou.

Segundo o representante da Executiva Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef),Gilberto Jorge, o ato tem dois objetivos: o primeiro é mostrar que os servidores públicos federais são contra a corrupção e os corruptos. O segundo objetivo é cobrar do governo federal o atendimento das reivindicações da categoria.

– Queremos uma política salarial com reposição emergencial de 18%, recomposição das perdas salariais de 1995 a 2004, paridade de vencimento entre ativos e inativos e instituição imediata de um plano de carreira para o funcionalismo público federal – afirmou Gilberto Jorge.

Segundo o representante da Condsef, o ato prossegue à tarde, com uma manifestação em frente ao Ministério da Fazenda, contra a política econômica do governo federal e pelo atendimento das reivindicações da categoria.

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