Guga supera Blom e deixa Brasil a uma vitória de classificação na Davis

Gustavo Kuerten marcou o segundo ponto do Brasil no confronto com Antilhas Holandesas, pela segunda rodada do grupo 2 da Zona Americana da Copa Davis. O tenista catarinense, que estava sem atuar havia um mês e meio, não teve a facilidade que se esperava, já que enfrentava um adversário sem pontos no ranking mundial, mas bateu Alexander Blom por 3 sets a 0, com parciais de 6-1, 6-3 e 6-2, em 1h43min de jogo.

Guga amplia vantagem brasileira no confronto com as Antilhas Holandesas
Na primeira partida do confronto, Ricardo Mello, o tenista nacional mais bem colocado no ranking mundial, na posição de número 51, tratou seu jogo com mais tranqüilidade e massacrou David Josepa por 3 a 0, sem permitir que seu adversário convertesse nenhum game.

Com os resultados desta sexta-feira, o Brasil ficou a um ponto de fechar o confronto e garantir vaga na final da terceira divisão. Isso pode ocorrer neste sábado, quando André Sá e Flávio Saretta enfrentam Alexander Blom e Raoul Behr às 13h. Se ganharem, o país pega na final o ganhador do duelo entre Uruguai e República Dominicana.

Sem jogar desde o fim de maio, quando perdeu na primeira rodada de Roland Garros e fora da Davis há dois anos, Guga ensaiou um novo massacre no início da partida, mas, aos poucos, Blom, de 17 anos de idade, se concentrou e, em alguns momentos, chegou até a acuar o ex-líder do ranking mundial.

Isso ocorreu nos momentos decisivos do segundo set. O tenista de Antilhas acertava fortes golpes e sacava bem, mantendo o jogo equilibrado. No sétimo game, teve dois break points à disposição, mas não aproveitou. Foi o único momento do dia em que o público fez barulho e também uma das raras vezes que o capitão Fernando Meligeni precisou se levantar para apoiar seu jogador.

Mesmo sem estar em plenas condições físicas, já que disputou apenas a oitava partida na temporada -com três vitórias-, Guga soube aproveitar os momentos de instabilidade do adversário, que também mostrou bom poder de saque, e partiu para a vitória.

Essa foi a primeira participação de Guga na terceira divisão do tênis mundial, já que ele ficou fora do confronto com a Colômbia, em março, por estar se recuperando de uma cirurgia no quadril. Na única vez em que atuou fora da elite, o catarinense levou o país ao Grupo Mundial, após ganhar de Chile, Venezuela e Áustria, em 1996.

O Jogo
Blom mostrou que daria um pouco de trabalho a Guga logo no começo. Com um ace, manteve o ginásio silencioso, mas, nos quatro pontos seguintes, foi dominado pelo brasileiro, que saiu na frente e abriu vantagem de 4 a 0. Em seguida, o catarinense perdeu o primeiro game do Brasil no confronto, mas isso não o atrapalhou, já que fechou a série em 6 a 1.

No segundo set, Guga teve pela frente um adversário resistente. O brasileiro arriscava bastante e, ao mesmo tempo, ficava suscetível aos contragolpes de Blom. Dessa forma, o duelo seguiu igual até o sexto game, sem que nenhum tenista tivesse chance de quebrar saque.

No sétimo game, o brasileiro viveu seu maior susto. Ele cedeu um break point, no momento em que o ginásio ficou mais agitado, e salvou com uma bola "curta", que era sua especialidade nos "velhos tempos". Em seguida cedeu nova chance a Blom, mas contou com um erro para se livrar da quebra. No fim, com um ace e um voleio, fez 4 a 3.

Mesmo com a virada que levou, Blom voltou bem para o game seguinte e chegou a abrir vantagem de 40-30. No entanto, em um momento de instabilidade, perdeu três pontos consecutivos -entre eles uma dupla-falta-, e sofreu a quebra decisiva, deixando Guga tranqüilo para sacar e fazer 6-3.

Mesmo com a queda de rendimento do adversário, Guga não voltou para o jogo com domínio. Os quatro primeiros games do terceiro set foram equilibrados, mas, no quinto, o brasileiro finalmente conseguiu a quebra que lhe garantiu o triunfo. No sétimo game, voltou a superar o serviço de Blom e, em seguida, sacou bem para fechar o jogo em 6-2.

Fonte: Uol

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