Estado empreendedor

Mais uma vez este ano os eleitores de Alagoas terão a oportunidade de escolher o seu futuro governador, aquele que dirigirá os destinos do nosso Estado por quatro anos, de 2007 a 2010. Somente uma gestão verdadeiramente empreendedora poderá reduzir a falta de emprego e renda, principal problema a ser enfrentado pelo futuro governante.

Empreender é uma questão de atitude. Significa definir prioridades e objetivos. Agir com rapidez e eficácia na hora de resolver um problema. Isto é, tomar decisões corretas na hora certa. Estimular a iniciativa e a criatividade da equipe, concentrando a energia onde for mais importante. Estar atento para o que acontece no mundo e não se esquecer de que é um agente de desenvolvimento da sociedade. Manter-se sempre dinâmico e cultivar um certo inconformismo diante da rotina. Ser capaz de enfrentar obstáculos, sabendo olhar além e acima das dificuldades. Ter tino empresarial.

Sem dúvida, um dos maiores potenciais do estado é a indústria do turismo. Mas é necessário pensar e agir no sentido de preparar Alagoas para um grande incremento do turismo. E a infra-estrutura será essencial para garantir a sustentação dessa indústria. Transportes, saneamento, abastecimento d’água, comunicações e energia elétrica são pontos fundamentais nesse caso.

Será preciso melhorar a eficiência do estado para reduzir os desperdícios com gastos públicos. Além disso, não bastará apenas ser eficiente, será preciso mais, garantir a eficácia das ações, que deverão ser postas em prática. Assim, os resultados aparecerão num espaço de tempo menor e as respostas tão esperadas pela população há anos, passarão a ser uma realidade. Precisaremos avançar e rapidamente, pois a incapacidade de investimentos e a falta de projetos eficazes têm emperrado o desenvolvimento de Alagoas.

Numa análise econômica, hoje identificamos um estado com uma economia em declínio e altas taxas de desemprego. E o pior, se formos verificar quantas novas indústrias e fábricas foram aqui instaladas, poderemos entender o por quê de termos tantos desempregados. Será que faltou ao governo visão empreendedora como forma estratégica de tirar o estado do caos em que se encontra?

A nova ordem na relação dos governos com a sociedade e com o meio ambiente impõe velocidade nas ações e definição de prioridades, que devem ser perseguidas com obstinação. Quem não cumprir essa agenda, mesmo que chegue a vencer as eleições, poderá ser punido numa próxima eleição.

Algumas frases importantes precisam ser analisadas e refletidas: “Na economia da informação, a distinção entre nações deixará de ser entre ricas e pobres. Passará a ser entre velozes e lentas” (Banco Mundial – Bird); “Há séculos discute-se o que os governos devem fazer. Que tal passar a exigir só aquilo que os governos realmente podem fazer” (Peter Drucker); “Não há progresso sem mudança. E, quem não consegue mudar a si mesmo, acaba não mudando coisa alguma” (George Bernard Shaw); “Três coisas não voltam atrás: flecha lançada, palavra pronunciada, oportunidade perdida” (Os chineses); “Com 1 bilhão de dólares de investimentos, o petróleo abre 380 empregos diretos.

O turismo, 12.650 empregos diretos e indiretos” (Nelson de Abreu Pinto); “A verdadeira competitividade da nação está na qualidade de vida de seu povo” (Theodore Shultz); “O mal de certos políticos não é a falta de persistência. É a persistência na falta” (Apparício Torelly); “A competitividade está na qualidade dos recursos humanos e não na quantidade dos recursos naturais” (Oliver Bertrand); “Os japoneses sempre mexem no time que está ganhando. E sempre conseguem melhorá-lo ” (Robert Ballon); “Nenhum estado dispõe de um crédito inesgotável de erros. O nosso parece já ter sido esgotado”; “Não são os grandes planos que dão certo. São os pequenos detalhes” (Stephan Charles Kanitz).

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