Londres mantém alerta terrorista máximo e identifica 19 suspeitos

Luke MacGregor / ReutersPoliciamento é reforçado em Londres um dia depois de a Inglaterra ter anunciado a descoberta de um plano terrorista que mirava aviões comerciais

Policiamento é reforçado em Londres um dia depois de a Inglaterra ter anunciado a descoberta de um plano terrorista que mirava aviões comerciais

O ministro do Interior britânico, John Reid, informou nesta sexta-feira que o nível de alerta pela ameaça terrorista no Reino Unido continua em seu nível máximo [crítico], enquanto seguem as investigações sobre a suposta conspiração descoberta na quinta-feira para cometer atentados contra aviões comerciais.

Autoridades britânicas divulgaram os nomes de 19 dos 24 suspeitos de envolvimento em um ataque terrorista de megaproporção –que envolveria dez aviões de grande porte e milhares de passageiros.

Em entrevista coletiva, Reid afirmou que se reunirá com ministros europeus nos próximos dias para debater "assuntos de interesse comum" em relação à suposta conspiração terrorista desmantelada ontem no Reino Unido.

O ministro confirmou que 24 pessoas estão sob custódia e estão sendo interrogadas em delegacias londrinas, enquanto vários imóveis estão sendo revistados em diferentes pontos do país.

Há informações não confirmadas de que ainda haveria cinco suspeitos sendo procurados pela polícia.

Todos os suspeitos permanecem sob custódia da polícia antiterror e do MI5 (serviço de inteligência britânico).

Segundo a polícia, o plano foi elaborado por uma "rede terrorista internacional", supostamente ligada à Al Qaeda [de Osama bin Laden], e os alvos principais seriam vôos com destino a Nova York, Washington e Califórnia.

A idéia seria explodir simultaneamente aviões com destino aos Estados Unidos, usando bagagens de mão como instrumento de transporte para os explosivos.

Suspeitos

O Banco da Inglaterra determinou nesta sexta-feira que qualquer fundo em nome dos envolvidos deve ser congelado e que nenhum valor deve estar disponível, direta ou indiretamente, para qualquer pessoa, segundo comunicado da própria instituição.

"Pede-se às instituições financeiras e a outros que administrem contas, fundos ou demais ativos financeiros […] dos indivíduos citados que congelem tais contas e fundos e enviem as informações ao Banco da Inglaterra", acrescenta o comunicado.

Os 19 suspeitos mencionados são: Ahmed Abdula Ali, Cossor Ali, Khuram Shazad Ali, Nabeel Hussain, Tanvir Hussain, Umair Hussain, Umar Islam, Wassem Kayani, Abdullah Assan Khan, Arafat Waheed Khan, Adam Osman Khatib, Muneem Abdul Patel, Tayib Rauf, Usman Mohammed Saddique, Assad Sarwar, Ibrahim Savant, Asmin Amin Tariq, Mohammed Shamin Uddin e Waheed Zaman.

Dois britânicos de origem paquistanesa estariam entre as sete pessoas detidas no Paquistão. Um dos suspeitos foi detido na cidade de Karachi (sul) e o outro na localidade oriental de Lahore, ambos na semana passada, segundo autoridades consultadas pela agência de notícias France Presse.

As forças de segurança paquistanesas também teriam detido uma rede de cinco militantes locais vinculada aos supostos conspiradores de Londres, segundo uma fonte da segurança, que não deu maiores detalhes.

Plano

Segundo a polícia, a idéia dos terroristas era a de detonar artefatos construídos no Reino Unido, compostos por algum tipo de explosivo líquido, a exemplo dos utilizados nos ataques terroristas ao sistema de transportes londrino em 7 de julho de 2005, quando 52 pessoas morreram e mais de 700 se feriram. Duas semanas depois, o brasileiro Jean Charles de Menezes foi assassinado pela polícia ao ser confundido com um terrorista.

Nesta quinta-feira, Reino Unido e Estados Unidos proibiram que pessoas entrem em aviões portando bagagens de mão e recipientes com líquidos, como bebidas, loções, xampu, gel, entre outros.

O subchefe de polícia Paul Stephenson disse que os policiais impediram que terroristas cometessem um "ataque em massa e de alcance inimaginável".

Para chegar ao grupo, que teria braços internacionais, a polícia britânica investigou reuniões, viagens, gastos e um grande número de pessoas no Reino Unido e em outros países, de acordo com o chefe da polícia antiterrorismo Peter Clarke.

Fonte: Folha Online

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