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Pop Boy

Marcos Filipe é jornalista formado pela Universidade Federal de Alagoas e viciado em tudo o que envolve Mídias Sociais, Cinema, Televisão, Música, Literatura e Eventos. Um Geek de carteirinha, ligado em desenho animado e games. Desde 2010 escreve sobre esses assuntos se alimentando todos os dias da mais pura Cultura Pop.

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ALIEN: COVENANT – somente para quem é fã da franquia

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Enquanto Ridley Scott dá um banho em direção, John Logan e Dante Harper deixaram a desejar no roteiro de “Alien: Covenant” que estreia nesta quinta-feira (11) nos cinemas. Tudo isso, porque não há mais nada o que contar na franquia. Isso mesmo, somente que é fã da saga será capaz de entender, e suportar duas horas na frente da telona.

Covenant se passa dez anos após os acontecimentos do filme “Prometheus”, e muitas coisas estão ligadas. Ou seja, se você não assistiu ao restante dos filmes, ficará perdido em alguns momentos. Para quem é fã, o longa cumpre o seu papel, mas não 100% como era esperado.

Viajando pela galáxia, a nave colonizadora Covenant tem por objetivo chegar ao planeta Origae-6, bem distante da Terra. Um acidente cósmico antes de chegar ao seu destino faz com que Walter (Michael Fassbender), o andróide a bordo da espaçonave, seja obrigado a despertar os 17 tripulantes da missão. Logo Oram (Billy Crudup) precisa assumir o posto de capitão, devido a um acidente ocorrido no momento em que todos são despertos. Em meio aos necessários consertos, eles descobrem que nas proximidades há um planeta desconhecido, que abrigaria as condições necessárias para abrigar vida humana. Oram e sua equipe decidem ir ao local para investigá-lo, considerando até mesmo a possibilidade de deixar de lado a viagem até Origae-6 e se estabelecer por lá. Só que, ao chegar, eles rapidamente descobrem que o planeta abriga seres mortais.

Até aí, tudo bem, em enredo convincente. Contudo muito previsível o roteiro, ao ponto de não termos apego com nenhum dos tripulantes, inclusive da protagonista, Daniels (Katherine Waterston), uma cópia fiel da Ellen Ripley, protagonista principal da franquia. Eles morrem, e simplesmente pensamos: ok!

Uma das cenas mais estranhas é quando os passageiros chegam a um campo de trigo gigante e um deles diz: “Isso e trigo. Podemos comer”, e experimenta. Vamos pensar um pouco? Você está em um planeta desconhecido e só porque algo parece com um alimento. você comeria ser analisar? Acho que não. São pequenos deslizes no roteiro como esse, que empobreceu o enredo. Fora o final que foi decepcionante. Mas deixa brecha para uma continuação.

Já as cenas, tanto de ação como suspense, estão bem dirigidas. Isso salva o filme em alguns momentos. Ridley Scott traz a essência original e prende os nossos olhos.

Creio que a franquia Alien deveria deixar de lado os prelúdios. Ninguém que saber mais o que aconteceu. A Fox deveria fazer como a Disney em Star Wars, trazer enredos novos, essa história de ficar resgatando o passado e tentando tapar buraco entre um filme e outro não está dando certo.

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