Candidatos devem usar máscaras no TAF da Polícia Penal

Item é um dos mais frequentes motivos para dúvidas de candidatos e não afeta respiração durante exercício físico nem traz riscos cardiovasculares

Foto/crédito: Natália Mendes Guardieiro -FEMUSP

Estudo de pesquisadores da USP deve servir de base para novas recomendações de saúde e bem-estar na pandemia de Covid-19 (Foto/crédito: Natália Mendes Guardieiro -FEMUSP)

Dúvida comum entre os candidatos do concurso para a Polícia Penal, ligada à SERIS (Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social), o uso de máscara em exercícios físicos não interfere na respiração, atividade cardiovascular ou traz riscos para a saúde.

As conclusões estão num artigo publicado por respeitada instituição de ensino e pesquisa de São Paulo, e uma das mais conceituadas do país. E, segundo a entidade paulista, foi também divulgado na plataforma medRxiv, “em formato pré-print, sem a revisão dos pares”.

Apesar dessa condição, uma exigência a mais no rigor cientifico, só a publicação já se configura num atestado de credibilidade do levantamento paulista, pois entre outras instituições a que está ligada encontra-se a prestigiosa Universidade de Yale, nos Estados Unidos.

As conclusões valem para homens e mulheres, “não envolvidos em esporte competitivo” e se aplicam a exercícios que vão de baixa até alta intensidade.

A máscara será exigida na permanência e mesmo durante realização de algumas provas do teste de aptidão física (TAF) do concurso, a ser aplicado nos dias 1º, 2 e 3 de fevereiro, em Chã do Pilar.

“Embora possa causar algum desconforto, o uso de máscaras de tecido não interfere significativamente nos padrões de respiração e fisiologia cardiovascular durante a prática de exercício físico em intensidades moderadas a vigorosas”, diz o artigo publicado no site da Faculdade de Medicina da USP e da Fundação de Pesquisa de São Paulo, que apoiou a pesquisa.

“O estudo mostra que os mitos de que o uso de máscara durante o exercício físico seria prejudicial, afetando, por exemplo, a saturação de oxigênio do sujeito, não se sustentam”, afirma Bruno Gualano, Professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e autor do artigo – conforme a publicação na página eletrônica da Faculdade.

Entre as perguntas mais comuns enviadas pelos candidatos aos espaços virtuais disponibilizados pela SERIS para tirar dúvidas, uma das mais frequentes se refere ao uso da máscara.

Além de fazer perguntas, os candidatos contestavam a exigência – que está mantida, devido à condição em que Alagoas se encontra em relação à pandemia: reativando medidas mais rigorosas e já tendo se deparado com dois casos da variante Ômicron.

Por se tratar da segunda etapa do concurso para policial penal e ter caráter eliminatório, o teste de aptidão física (TAF) tem feito os candidatos expressarem dúvidas sobre vários detalhes.

O que, em parte, se justificaria, pois os que prestarão o TAF já passaram pela primeira etapa, a das provas escritas – e não querem ser desclassificados por detalhes.

Mas, houve quem perguntasse sobre o uso da máscara na prova de natação – o que, obviamente, não se aplicará.

Expiração e inspiração

“O uso da proteção não alterou significativamente o funcionamento corporal durante a prática de exercício moderado a pesado”, acrescenta o professor e pesquisador responsável pela pesquisa.

No estudo, realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP, 17 homens e 18 mulheres saudáveis realizaram testes ergoespirométricos em esteira – que avaliam as respostas cardiopulmonares por meio da troca de gases expirados e inspirados durante o exercício físico – em diferentes intensidades de esforço. Os participantes do estudo correram com máscara de tecido de três camadas e sem ela, numa outra sessão, para que a comparação fosse feita. Foram avaliadas diferentes intensidades de exercícios.

Fonte: Ascom Seris/AL

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