Alagoas terá supersafra de grãos

"A certeza é que teremos uma superprodução de grãos", estimou Kléber Torres
"A certeza é que teremos uma superprodução de grãos", estimou Kléber Torres

A agricultura alagoana vai ter uma supersafra este ano, graças às chuvas e à distribuição de sementes aos pequenos produtores rurais. De acordo com a Secretaria de Executiva de Agricultura, Irrigação, Pesca e Abastecimento (Seagri) foram distribuídas nesse primeiro semestre 660 toneladas de sementes, sendo a maior parte de feijão e milho.

“O excesso de chuva pode até gerar uma pequena perda na produção”, disse o secretário daAgricultura, Kleber Torres, que presidiu agora pela manhã a solenidade de Troca de Guarda do Palácio. “Mas a certeza é que teremos uma superprodução de grãos”, estimou.

Kleber Torres informou também que em outubro será iniciada a segunda etapa da vacinação contra a aftosa, numa nova tentativa de tirar o Estado da zona de risco desconhecido. “O governo vem fazendo sua parte, mas os criadores precisam se conscientizar de que deve vacinar e declarar o seu rebanho”, alertou.

Caso a vacinação não surta os resultados esperados, o governo poderá usar a legislação, punindo os criadores com até o sacrifício de animais. “Não queremos fazer isso, mas a febre aftosa é um grande mal para Alagoas e para a sua economia”, disse, explicando que se continuarmos na zona de risco desconhecida, até produtos como o açúcar poderá ficar impedido de sair do Estado.

Para que a segunda etapa da vacinação tenha sucesso, Torres disse que o governo irá deflagrar uma campanha na mídia, visando sensibilizar os criadores da importância da medida. “A nossa responsabilidade será maior porque precisamos, de uma vez por todas, sair da zona de risco desconhecido, a exemplo do que vem ocorrendo agora com o estado de Pernambuco”, afirmou.

Por outro lado, o secretário de Agricultura disse que o governo Ronaldo Lessa vem apostando na cultura da mamona para o programa de biodiesel. “O Estado assumiu a responsabilidade do projeto, para que a mamona seja uma alternativa para os pequenos produtores, principalmente, os da região do semi-árido”, disse, acrescentando que o incentivo à produção da planta conta com a parceria do Sebrae, Ufal e Embrapa.

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