Escola ativa atende Comunidade Indígena

O Ministério da Educação ampliou o programa Escola Ativa para atender alunos e professores indígenas a partir deste semestre. Inicialmente, serão formados, num projeto-piloto, 346 educadores no Amazonas e 167 no Ceará. A iniciativa beneficiará cerca de 15 mil estudantes indígenas em 16 municípios dos dois estados.

Voltado para a educação rural, o Escola Ativa, programa do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC), reúne na mesma sala de aula alunos de várias séries do ensino fundamental. O objetivo é diminuir o abandono escolar e a repetência com o apoio da comunidade. “Temos um trabalho integrado com a comunidade. Os alunos fazem entrevistas, pesquisas de campo, resgatam a história e valorizam o grupo social no qual estão inseridos”, explicou a gerente do programa, Lílian Barbosa de Sena.

Para ampliar a experiência às escolas indígenas, o FNDE desenvolve projeto-piloto no Amazonas, a pedido do governo do estado, e no Ceará, solicitado pela Secretaria de Educação. A partir da iniciativa, serão elaborados dois guias complementares de alfabetização voltados para a linguagem dos índios. “Nada é imposto. Nós vamos aos municípios para apresentar nossa proposta. Se os indígenas a aceitarem, implantamos o projeto”, disse Roselita Cosmo Sales, técnica do FNDE. Segundo ela, a receptividade tem surpreendido os responsáveis pela capacitação dos professores.

A aceitação pode ser comprovada com a carta escrita pelo índio Ocimar Batista. Ele afirma que a educação não será mais a mesma a partir do Escola Ativa. “Fiquei apaixonado por esta linda forma de ensinar. Não apenas eu, mas todos os professores”, disse.

Programa

Criado em 1996, o Escola Ativa atende mais de seis mil escolas em 882 municípios nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Os resultados são positivos. Em Maués, na Amazônia, há cinco anos, a evasão e a repetência escolar atingiam 80% das crianças. Após a chegada do Escola Aberta, 90% dos alunos são aprovados e continuam os estudos.

Fonte: Mec

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