Novo secretário de Defesa Social assume a pasta

Savastano aproveita despedida para criticar Polícia Civil

Luis VilarCel. Ronaldo assume em lugar de Savastano

Cel. Ronaldo assume em lugar de Savastano

O novo secretário de Defesa Social, o coronel Ronaldo dos Santos, acaba de assumir a pasta. Ele assinou o termo de posse em uma solenidade no salão dos despachos do Palácio Floriano Peixoto. Além dele, o coronel Acírio do Nascimento assumiu o comando da Polícia Militar e o coronel Edmilson Cavalcante foi para a chefia do Gabinete Militar. O ex-secretário Paschoal Savastano está fora do Governo do Estado.

As mudanças na cúpula da segurança pública aconteceram depois de uma crise no aparato da Defesa Social, assumida publicamente pelo próprio governador interino, Luis Abílio. O governador declarou que não vai medir forças para acabar com a criminalidade de Alagoas e vai gastar o que for preciso.

Para Ronaldo dos Santos é um desafio assumir a Secretaria de Defesa Social, mas ele acredita que com a ajuda do governador vai conseguir reforçar o policiamento ostensivo de Maceió integrando Polícia Militar e Civil. “As mudanças se devem ao momento político, em que devemos trabalhar com maior policiamento ostensivo e ações efetivas de prevenção ao crime”.

Ronaldo dos Santos destacou que para colocar todos os seus planos em prática será necessária uma cobrança sobre o Governo de Alagoas. “O governador sinalizou que será feito de tudo para baixar os índices de criminalidade do Estado. Nós vamos cobrar, ou seja, lutar por melhorias de condições de trabalho, aumento de efetivo, entre outras questões, que o próprio governo já vem trabalhando”, colocou.

“É uma missão muito difícil, mas estamos aqui para conseguir objetivos”, destacou o secretário. O coronel Acírio concorda com Ronaldo dos Santos e diz que a Polícia Militar vai estar sempre pronta para trabalhar de forma integrada. “O governo já tem aumentado o efetivo e preparado policiais. Temos condições de trabalhar forte para oferecer a sociedade que ela nos está cobrando”.

Savastano

O ex-secretário Paschoal Savastano foi demitido, mas não saiu calado. Como ele mesmo colocou: “o interesse é todo em cima de quem chega, e não de quem sai. Sei que isto é função dos holofotes da imprensa, mas não posso sair sem dizer tudo o que eu penso. Faz parte da minha história, falar o que quero e assino em baixo sobre o que estou dizendo”.

“Não digo nada de forma ofensiva, mas lógica. Sei que o que eu falar pode parecer ressentimento, mas quero que entendam que assumi como secretário de Defesa Social e saio como secretário de Segurança Pública, ou seja, estão cobrando de mim aquilo que não foi minha função. Entrei para integrar forças e não para o combate ostensivo. A função na Defesa Social me tirava muito o tempo”, colocou Paschoal Savastano.

O ex-secretário teceu críticas à Polícia Civil e à imprensa em seu discurso de despedida. “Os jornais de oposição bateram muito em mim. Saí por conta de um momento político feito pelos opositores. Política é assim mesmo e uma decisão do governo tem que ser respeitada e acatada, mas pequei porque não forneci empregos para a imprensa de Alagoas”.

Quanto à Polícia Civil, Savastano diz que a instituição foi insolente e indisciplinada. “Antevi esta violência que está acontecendo. Mandei ofícios, assim que assumi, para a Polícia Militar e Polícia Civil. A primeira me obedeceu e acatou. A segunda, respondeu que não era função dela o policiamento ostensivo, que o trabalho da Civil era institucional”, disse.

Savastano complementou dizendo que se não houver força conjunta, “não se marcha contra a criminalidade”. “O diretor da Polícia Civil tem que ganhar status de secretário para que a sociedade saiba de quem cobrar as atitudes policiais do dia-a-dia, pois a população confunde com a função do secretário de Defesa Social”, finalizou.

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