Prisão de padastro de gêmeo morto é questionada por defensor público

Arquivo Pessoal

Nesta segunda-feira, 11, o defensor público Marcos Freire, do Núcleo Criminal de Arapiraca, requereu à Justiça a revogação da prisão de José Roberto Morais, padrasto do menino de 7 anos Danilo Almeida Campos, morto a golpes de arma branca no último mês de outubro, no bairro do Clima Bom, na parte alta de Maceió. Ele havia sido preso de forma preventiva no dia 7 de novembro pelos crimes de estupro de vulnerável, cárcere privado, lesão corporal e tentativa de homicídio, supostamente ocorridos em 2009, contra sua companheira (à época) e também contra sua enteada de 11 anos de idade, na cidade do Agreste.

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O defensor público questiona o fato dos crimes terem sido, supostamente, cometidos há 10 anos e somente agora terem sido comunicados à Polícia Civil, através de denúncia anônima e nunca terem sido investigados. As vítimas foram ouvidas em Aracaju, onde moram atualmente, e teriam confirmado os crimes ao delegado Bruno Emílio, da Delegacia de Homicídios de Maceió, chefe da comissão de delegados encarregada da investigação do crime, o que também é questionado pelo defensor, já que o delegado foi acusado por José Roberto e por sua atual esposa Darcinéia Almeida, mãe do garoto morto, de tortura e coação.

A prisão foi decretada pelo Juizado de Violência Domestica de Arapiraca, em vista da representação feita pela Delegada da Delegacia da Mulher, assinada pelo juiz Alexandre Machado e cumprida após diligência pelos delegados Bruno Emílio, Eduardo Mero, Fábio Costa e Thiago Prado. 

Caso a revogação da prisão não seja acatada, o defensor informou que ingressará com habeas corpus no Tribunal de Justiça de Alagoas. Conforme o defensor público “a liberdade dele não afetará a ordem pública, nem a aplicação da lei penal ou instrução criminal”.

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