Artigos

Dênis Agra: o jornalista visionário

No rastro do sucesso da greve, que triplicou o salário e deu reconhecimento profissional aos jornalistas alagoanos – a categoria deve isso a ele e ao Freitas Neto – o presidente do Sindicato dos Jornalistas, Denis Agra, propôs trazer alguém do Sul do País para falar sobre o futuro – a cibernética, a nova imprensa com o sistema on line.

Calçada Cidadã

Antigamente, as ruas ou caminhos eram totalmente direcionados aos pedestres e animais. Com o surgimento dos meios de transportes com tração animal e posteriormente veículos com tração mecânica, houve a necessidade de criar o elemento urbano demoninado calçada ou passeio. Segundo a Constituição Federal, o direito das pessoas se locomoverem deve ser garantido.

Tecnologia e Política

É inegável que as ruas e avenidas bem pavimentadas numa cidade elevam, consideravelmente, a qualidade de vida da população. Porém, não adianta apenas executar a pavimentação, a drenagem e a urbanização. Para que o investimento realizado com dinheiro público venha a ter uma boa durabilidade é preciso três coisas: primeiro, um bom projeto; segundo, uma execução feita com controle de qualidade; terceiro, uma conservação preventiva e rotineira corretas executadas ao longo da vida de serviço do pavimento. Sem essas três condições não há obra de pavimentação durável, com qualidade e economia.

Cientista garante: o HIV não transmite a Aids

Se você fez o teste do HIV e deu positivo, não se preocupe; o HIV é inofensivo, pode estar presente no corpo humano sem causar mal algum e existe muito antes da Aids. E mais: o HIV não transmite a Aids – pelo menos não existe nenhuma prova sobre isto.

Jesus não nasceu em dezembro, mas Feliz Natal!

Ninguém sabe na verdade quando Jesus Cristo nasceu; alguns, como os judeus, sequer acreditam que tenha nascido e ainda esperam a vinda do Messias. Também a sua morte é imprecisa; tem ano que Jesus morre em março, em outro ano morre em abril.

A sombra do Oriente

O muro de Berlim explode ao som de Pink Floyd. Era o fim da Guerra Fria. Nas ruas, o povo resiste aos tanques e comemora: canta, dança, chora.

A revolução cubana

Às vezes teve acertos, às vezes não. É muito fácil julgar a história depois que acontece. É o que os franceses chamam de “pensamento ao pé da escada”, quando você sai da festa e pensa: “Eu deveria ter respondido tal coisa...”

Palavras de Galeano

“Minha consciência me obriga a dizer algo quando não concordo”, disse ele. Não, não foi no século passado, foi há pouco tempo numa palestra que deu no Rio de Janeiro. Nesses tempos em que, segundo ele, “a mentira tem pernas longuíssimas”. E nós assistimos no vídeo, ao vivo, a “justiça” garantindo o “direito” à mentira.

Quem mandou matar John Lennon?

Somente agora, 25 anos depois, tive acesso à entrevista de Sean Lennon explicando o assassinato de seu pai, John, e culpo-me pelo atraso; devo ter vivido alheio ou fui mesmo preconceituoso em relação ao primogênito de meu ídolo-maior. Pesou-me a afirmação anterior de Sean sobre o pai, a quem chamou de “porco machista” – ofender John Lennon ofende a mim.

Nise da Silveira

Nos idos dos anos quarenta do século vinte. Contra a corrente dominante de psiquiatras entusiasmados com os avanços científicos da psiquiatria, especialmente os tratamentos aplicados nos esquizofrênicos, como a lobotomia, os choques elétricos e os potentes remédios, a médica alagoana, Dra. Nise da Silveira se recusa a apertar o botão do choque elétrico.

A polícia que rouba e mata

Quando a polícia carioca sobe o morro no Rio de Janeiro; quando nos confrontos com traficantes e bandidos civis há troca de tiros e “baixas” dos dois lados, não pense a sociedade que a força pública está cumprindo com o seu dever.

A quem interessa um exército de soldadinhos de papel marchê?

Estão querendo transformar o militar brasileiro; no lugar do rifle querem lhe dar um buquê, a farda será de papel marchê e, em vez do coturno, sandálias de dedo. As imagens do trote aplicado no curso de sargento do Exército e outras tolices que a mídia, às vezes, se deixa levar, são próprias de um País sem-vergonha que ainda não virou uma nação.

A violência é a mesma, as vítimas são outras

Andam pregando – como se fossem os profetas do apocalipse com a laranja mecânica em mãos – que a barbárie tomou conta da cidade. Seqüestros, assaltos, homicídios, enfim, uma onda de violência que sugere “o fim do mundo”. O único motivo para o pânico é o fato da vitrine do terror estar na classe média. Aquela que adoraria ser rica e detesta se aproximar do mar da pobreza. O medo destes pequenos notáveis burgueses é a tradução atrasada de uma situação que sempre existiu.